Já perceberam? Antigamente os melhores cientistas se preocupavam com pesquisas fundamentais que mudavam o caminho da humanidade. Por exemplo, os absorventes femininos e os travesseiros não são mais os mesmos depois que a Nasa começou a investigar os materiais. Preferem falar de pasta de dentes e de como passamos do creme dental Kolynos ao Oral B pro-sensitive clinical protection whitening anti-bacteriano tartar-control? Bons tempos! Hoje, no entanto, todo mundo preocupado em analisar os efeitos do vinho na nossa psique, no nosso desempenho sexual e, e em penúltimo lugar (em ordem de chegada), nas nossas artérias: “o resveratrol combate ataque cardíacos, derrames e diabete”. Que novidade! Na minha casa ralamos o resveratrol no macarrão!
Muuuuito mais interessante, no entanto, os resultados de um estudo que analisa os efeitos da música durante as nossas provas de vinho, e aí, meus queridos, são dores de fígado! O que arrumaram desta vez os nossos amados cientistas? Seqüestraram 250 estudantes, os dividiram em 3 grupos e deram pra eles tomar umas taças de cabernet ou chardonnay. Enquanto os cobaias ficavam bêbados, música de fundo dividida por estilos e grupos. Os mais “sortudos” ficaram com Tchaikovsky, já os azarados com "Carmina Burana" de Orff e Michael Brook. Para os poucos sobreviventes foi pedido de descrever os vinhos e, (surprise!) eles correspondiam ao tipo de música escutada. Com os Carmina Burana, por exemplo, o vinho era potente e pesado (olha que original!), já o mesmo vinho degustado por quem escutou um clássico de Tchaikovsky se tornava misteriosamente sutil e refinado.
O resto do estudo aqui, mas os resultados falam claramente: a música influencia o gosto, então na próxima degustação, silêncio absoluto. Ou então tentem a harmonização Barolo-Calypso, depois me falem o resultado.

































