sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O futuro do vinho segundo Robert Parker

Semana passada aconteceu em Piemonte o Boroli Wine Forum, encontro entre importantes personalidades internacionais do mundo enológico. Um dos assuntos de discussão era o futuro do vinho: já vimos a visão do Michel Rolland, desta vez  o Antonio Galloni, editor europeu da revista The Wine Advocate do Robert Parker, expôs a visão que o crítico americano enviou por escrito em 10 pontos.

É provável que muitas das coisas por ele evidenciadas aconteçam mesmo, talvez outras não...deixo vocês avaliarem e comentarem.

Aqui o decálogo do Mr. Parker (em negrito, seguido pelos meus comentários):

1) O uso dos site especializados se tornará comum, difundindo de maneira mais democrática cada tipo de informação.
Concordo, sobretudo para o MondoVinho!

2) Verdadeiras guerras acontecerão para poder conseguir comprar os melhores vinhos: graças à pressão de novos mercados como Ásia, América do Sul e Europa do leste, uma caixa de Bordeaux que hoje custa U$ 4mil chegará perto dos U$10mil.
O que no Brasil vai significar cerca de R$ 100mil.

3) A França terá um redimensionamento: a globalização do vinho terá efeitos desastrosos para o país, e se 5% dos produtores continuarem a colocar no mercado vinhos tops muitos irão a falência.
Too bad: é uma pena, mesmo.

4) A rolha de cortiça será eliminada: entre o ano 2015 a maioria das garrafas será com vedação de tipo screw-cap (rolha de rosca).
Isto vai me levar aos prantos.

5) A Espanha será a nova estrela da indústria e entre os 2015 as regiões mais cotadas serão Toro, Jumila e Priorat.
Assino embaixo.

6) Malbec vai estourar: em 10 anos, a grandeza dos vinhos argentinos produzidos com esta uva será reconhecida por todos no mundo.
Ok, Malbec merece. Mas o mundo pode viver também sem ele.

7) A Costa Central da Califórnia vai liderar os EUA e a região de Santa Bárbara vai suplantar a Napa Valley.
Hey, e o Oregon e Washington State que vocês americanos andam tanto falando? Já vão sumir? Ah, tá, é só marketing.

8) O Centro-Sul da Itália aumentará seu prestígio.
Eu já não avisei sobre a Campania?

9) Teremos um número sempre maior de vinhos a bons preços, sobretudo europeus e australianos.
Amém.

10) A palavra chave será "diversidade": teremos vinhos de alta qualidade de países inesperados como Bulgária, Romênia, Rússia, México, China, Japão, Turquia, Líbano e talvez até Índia.
Ok, agora vou logo à procura de um vinho búlgaro. Sabem, para adiantar os trabalhos.

2 comentários:

  1. Posso comentar já comentando?

    1) Essa previsão está atrasada em no mínimo 5 anos!

    2) Vamos apertar a Dilma... Impostos arrrrgh...

    3) Acho muito relativo.

    4) Prantos... Portugal vai reivindicar rs.

    5) Não mais que merecido, meu avô se vivo ficaria muito feliz!

    6) Um chute... todas as uvas vinificáveis merecem atenção.

    7) Americanos... Marketing... nem comento rs.

    8) Também acho relativo, sem desmerecer lógico!

    9) Bravo!

    10) Não vejo a hora!

    [ ]´s

    Baruki.
    http://enoffillo.wordpress.com

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  2. Baruki,
    Muito obrigado pela visita e parabéns para um dos melhores comentários que já vi aqui no MondoVinho!
    Valeu, mesmo!
    Abs!

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