sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mais uma trapaceada: a safra fictícia

Já vimos várias práticas ao limite da legalidade que uns produtores usam para aumentar o lucro e recentemente falamos dos chips. Hoje vamos descobrir uma das outras trapaceadas possíveis .

Pra mim, a marca a fogo do ano de engarrafamento na rolha deveria ser obrigatória, pelo menos em um mundo perfeito. Mas na crua realidade pouquíssimos o fazem e sabem o por quê?

Imaginamos que eu seja um produtor e que nesta safra engarrafei 10mil garrafas: vou armazená-las nas adegas, mas sem colocar ainda o rótulo (onde normalmente se informa o número de lote e safra da colheita). Assim, que chegarem os pedidos vou providenciar a rotulagem.
Porém, neste ano as minhas vendas caíram um pouco e me sobraram uns 3mil garrafas. Entretanto, chega o ano novo e os cliente não querem saber de safras antigas. O que faço? Simples: pego as 3mil garrafas do ano passado, digamos 2010, e coloco o rótulo da safra 2011. Na rolha não tem data e você bebe aquilo que eu, produtor, quero que você beba.

Obviamente não estou acusando ninguém e acredito (espero!) que somente uma minoria de produtores faça isso, mas pelo que eu ando ouvindo dentro do mundo do vinho, a dúvida é licita.

Por isso, tornar obrigatória a data na rolha resolveria o problema e as dúvidas. Mas algo me diz que isso não vai acontecer.

2 comentários:

  1. Ainda esses dias degustei um vinho argentino com o rótulo 2006 e a rolha 2005 ...fiquei na dúvida se foi somente uma sobra de rolhas da safra anterior ou má fé....

    Mas quem está nesse meio e visita frequentemente vinícolas ao redor do mundo, sabe que na prática a teoria é outra!

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  2. Pois é Eduardo,
    Não há como ter provas certas, mas provavelmente você comprou um 2006 e bebeu um 2005...
    Muito obrigado pelo seu acréscimo!
    Abs!

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