segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Chardonnay com madeira também é bom (use com moderação)

Neste recente post falei das supostas tendências de vinho que, pelo menos, em países anglo-saxões parecem decretar a morte do Chardonnay. Já aqui no Brasil eu achei que vai continuar como a casta rainha das brancas, mas com maior tendência ao estilo fresco e frutado que encorpado amadeirado. Inspirado por esta minha matéria o colega Peter do blog Alemdovinho publicou este ótimo post com uma lúcida análise dos dois estilos.

Eu prefiro o primeiro estilo, ácido e mineral, mas também não desdenho o segundo (sem exageros), dependendo da ocasião e da comida.

Então me lembrei deste branco com estágio em carvalho que tomei recentemente e me deu um bom prazer: Robert Mondavi Equilibrium Chardonnay.

Vou poupar informações sobre o produtor, que é simplesmente o cara que começou a história dos vinhos finos na Califórnia na década de 60 e autor de uns dos mais celebrados caldos do planeta (o Opus One lhe lembra algo?).

Escolhi este rótulo pelo próprio nome, pois conhecendo o estilo de Napa Valley não queria justamente tropeçar em um suco com muita madeira, e o nome Equilibrium me confortou...

E realmente é bastante equilibrado, e com boa complexidade. Aromas de pêra e abacaxi, na boca corpo volumoso e mórbido, algo que remete ao coco, caramelo e compota de damasco. Final cremoso e persistente.

Harmonizou muito bem com um pargo grelhado ao molho de camarão.

Então como estão vendo (isso vale sempre), tudo depende do momento. Mesmo não sendo o estilo que prefiro em absoluto, este chardonnay fez muito bonito e não decepcionou.

E vocês, qual estilo preferem, com ou sem madeira?

Os vinhos da Mondavi são importados no Brasil pela Aurora, mas ainda não vi este rótulo Equilibrium por aqui: comprei no Duty Free Shop do aeroporto JFK de Nova York por U$33,00.

Voto gringo: 7 ½

4 comentários:

  1. Mario, concordo. Há uma roupa para cada ocasião, assim como um vinho para cada momento. Mas no fundo prefiro os rústicos e provocantes Chardonnay de Chablis, minerais, ácidos e com aromas de grama cortada.

    Veja o post sobre a Campania http://wp.me/pPKW2-wm críticas são bem vindas.

    Um abraço peter www.alemdovinho.wordpress.com

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  2. Boa noite, esta nunca vai deixar de ser a rainha das uvas brancas. Eu particularmente prefiro o Chardonnay frutado, refrescante. Mas, concordo com você quando diz que o Chardonnay carvalhado não deixa de ser interessante - desde que usado com moderação.

    Parabéns pelo post.

    Um grande abraço.

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  3. Maario, ontem lembrei de ti. Numa roda de amigos abrimos um Chardonnay Leyda barricado. Grand Cru, por volta de R$ 100,00. Divido em três não saiu tão caro.

    Junto com o Sol de Sol foi o melhor Chardonnay chileno que bebi. Cor dourada, nariz lembrando creme de baunilha na boca acidez e maciez no ponto certo.

    Veja também no alemdovinho o post sobre a Puglia.

    Um abraço Peter www.alemdovinho.wordpress.com

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  4. Peter,
    Interessante, pois Leyda se destaca geralmente para Pinot Noir; bom saber deste Chardonnay, vou anotar na lista (enorme, por sinal) das futuras compras.
    Obrigado pela lembrança.
    Estou indo para Puglia (virtualmente).
    Abraço, meu amigo!

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