quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O mundo está se Asti-zando

Quando digo que gosto de espumante Asti, os enófilos atentos acham que:

1) ou sou maluco
2) ou não entendo nada de vinho
3) ambas as opções

Mas quando leio notícias como esta, meu coração se enche de alegria.
O Wall Street Journal (digo: o Wall Street Journal, não a Tribuna de Indaiá) fala de uma Asti-zação da América, aliás, do mundo.
E poucos dias antes o Gary Vaynerchuk, o maior fenômeno multimídia na comunicação enológica atual, que com seu vídeo-podcast Wine Library TV revolucionou o modo de divulgar a cultura do vinho, tinha dedicado o episódio #946 das suas degustações “pop” ao Moscato de Asti, contando inclusive como astros da música americana estão loucos com este tipo de vinho.






Pois é, obviamente o Moscato d’Asti não é comparável por nada a Champagne, Prosecco, ou Franciacorta, mas faz o seu sentido. Na Itália é o vinho mais tradicional em épocas de festas de fim de ano, aniversários e casamentos. E sabem o por quê? Por ser o mais indicado a acompanhar sobremesa. Harmoniza perfeitamente com Panettone, frutas (secas e frescas), com bolos e doces em geral.

O método Asti (o nome vem da província do Piemonte onde esta D.O.C.G. é produzida) é diferente dos outros métodos de espumantização, por ter uma única fermentação em grandes tanques de aço, que tem como propósito o de manter quanto mais o aroma e sabor da fruta. Por isso a fermentação alcoólica é interrompida quando chega a um volume entre 5% e 10%, o que deixa mais açúcar residual. A uva utilizada é sempre a Moscato (moscatel).

O resultado é um vinho muito aromático, leve, refrescante, alegre e delicioso. E, sobretudo, bem mais em conta do que os seus primos borbulhantes mais famosos.

O Brasil produz ótimos exemplares de espumante Moscatel a preços bem acessíveis, então para as festas de fim de ano é só escolher.


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