quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Madonna: a maior eno-chata do planeta?

Recentemente as revistas sensacionalistas around the World comentaram sobre um episódio envolvendo a Madonna: a nota cantora foi jantar com o parceiro da vez na Osteria Cotta de Nova York levando o próprio vinho. Até aqui nada de estranho, já falamos da prática do BYOB (bring your own bottle) e até eu faço isso de vez em quando. Mas a coisa que chamou a atenção foi que a popstar levou para o restaurante até as taças! Aí a imprensa logo se divertiu criticando a suposta fobia que ela tem de germes, bactérias, micróbios e afins.

Mas algo não fazia sentido pra mim: se fosse assim ela levaria até os talheres, não é?
Aí o post do nosso amigão James Suckling  me deu a iluminação: a Madonna não é germefóbica, mas simplesmente uma das maiores eno-chatas do planeta!
O Suckling de fato defende a cantora, afirmando que quem ama o vinho leva sempre um set de cristal onde que for, pois seria inaceitável degustar a sagrada bebida em um vidro anônimo. Ele mesmo afirma que faz isso e leva a própria taça da Riedel até para improvisados piqueniques na praia.

Gente, ma per favore! Uma coisa é amar a bebida, outra é frescura demasiada! Pessoalmente já tomei um Penfolds em copo de papelão descartável (que nem o Miles de Sideways) em um Burger King na Europa sem vergonha alguma, aliás foi uma experiência bem legal.
Estes sujeitos não fazem nada além de complicar um assunto que, teoricamente, seria bem mais simples.



4 comentários:

  1. Botem enochata nela!

    soube de fonte privilegiada (mesmo) que na última vez que esta senhor veio a Portugal pediu um Petrus... e água para lhe misturar... enochata? não! rica!

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  2. Joao,
    Eu também se fosse rico beberia somente vinhos tops, mas levar as taças para o restaurante? Isso eu não faria...
    Muito obrigado pela visita e pelo seu comentário

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  3. Eu sou do time que valoriza a importância da taça. Somente tomaria um bom vinho em um copo de plástico ou de requeijão em caso de muita necessidade mesmo. Não acho que isso seja chatice. É um respeito ao vinho, à sua tradição e o reconhecimento que a taça de cristal, com sua diversidade de características, contribui para melhor aproveitar o vinho.
    Mas, se eu vou a um bom restaurante, não levo taças. Acho que isso já é exagero. Embora, eu considero frustrante quando vejo que certo restaurantes de bom nível ainda oferecem taças inadequadas, de vidro e sujas.
    Recentemente, mandei fazer um estojo para 2 taças de cristal. Mas, tem um objetivo específico. Às vezes, vou a casa de familiares, ou sou convidado para degustações, ou desço no condomínio para curtir um vinho na piscina/área de lazer, e preciso levar minhas taças. Então, mandei fabricar um estojo de madeira, com bastante proteção. O irônico é que na primeira vez que usei, minha mulher conseguiu quebrar uma das taças na hora de guardá-la!... kkkkkk...
    Bom, talvez eu esteja me tornando um eno-chato... Mas, para um bom vinho, uma boa taça!

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    Respostas
    1. Carlos, primeiramente obrigado pela leitura e pela sua contribuição.
      Pessoalmente já tomei vinho bom em copo descartável, mas é obvio que, tendo a possibilidade prefiro também sempre taça de cristal, que, como você disse contribui para um melhor aproveitamento.
      Simplesmente acho que não devemos cair em exageros, lembrando que a taça de cristal que nós enófilos usamos é uma “invenção” relativamente recente (assim como muitos dos “teoremas” hoje associados ao vinho que os nossos pais nem faziam idéia) Eu conheço produtores de vinho na Itália (produtores!) que ainda tomam vinho em copo de vidro...!
      Enfim, em casa ou em restaurante acho justo ter uma boa taça (e realmente concordo que tem muitos estabelecimentos que deixam a desejar quanto ao serviço), mas em outras ocasiões, mais informais, pessoalmente não faço questão: nestes casos, se tiver, ótimo; se não tiver tá bom da mesma forma.
      Valeu!
      Abraço

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