segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Decantando com o liquidificador, vol.3

Hoje temos um novo relato de uma experiência com o polêmico liquidificador.

Vejo com prazer que a “blender experience” vai fazendo adeptos e fico feliz em saber que ainda existem enófilos sem frescuras, nem preconceitos.

Como vão perceber, os resultados mudam conforme ao vinho (e ao gosto): interessante notar que no meu caso o álcool sobressaiu, já no caso do leitor Doni França foi o contrário. Confiram o comentário dele na integra:

“Meu paladar não é muito apurado, contudo, fiz o teste com duas taças de um vinho francês recém adquirido na minha última viagem. Segui a orientação dos especialistas e utilizei um vinho de 2007. 
Bom, tanto eu quanto minha mãe reconhecemos uma diferença significativa no sabor. A primeira é quase a eliminação daquele gosto de madeira seca (ou algo parecido com isso), o que abriu especa para o gosto da uva. A segunda é uma redução do gosto do álcool, fato incrivelmente percebível pelo cheiro e pelo paladar. Para mim, o resultado foi ótimo, principalmente porque reduziu um pouco o gosto do álcool, algo que para mim deve ser bastante moderado em uma bebida. 
De um modo geral, achei o resultado equilibrado e bem satisfatório. 
Continuarei fazendo testes, talvez agora no método tradicional, para fazer comparações.”

Doni, obrigado pelo testemunho e valeu pela “coragem”.

E agora, who’s next?

4 comentários:

  1. Farei com vinho Anubis q tenho em casa.. vinho barato, ruim, e jovem... vamos ver se ele melhora com essa experiencia.

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  2. Jadson, o Anubis me parece uma escolha excelente: talvez com o liquidificador melhore...rsrsr
    Aguardo seu relato!
    Abs

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  3. Semana passada estive na confraternização de final de ano da câmara francesa daqui de Minas. Comentei com alguns amigos franceses que havia encontrado um novo método para decantar os meus vinhos. Assim que eu disse como seria eles caíram na gargalhada. Riram ainda mais quando eu disse que foi um americano que propôs o método! A resposta foi unânime: “ah, foi um americano? Tá explicado!”.

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  4. Caro Doni,

    Primeiramente os seus amigos franceses esqueceram que o vinho deles também ficou padronizado por e para o gosto dos americanos...

    Segundo, é graças a sujeitos como estes que o vinho se torna ainda mais caro, pois o associam à idéia de requinte e sofisticação, esquecendo que afinal é uma bebida que vem do campo...

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