quinta-feira, 17 de março de 2011

Os top 10 do ano no mundo

Nestes dias o blog The Gray Market Report publicou uns dados interessantes de um estudo da Vinexpo (a grande feira do vinho francês) com o ranking dos maiores Países produtores e consumidores de vinho do mundo. Uns nomes são os de sempre, mas tem várias surpresas. Confiram:

Top 10 dos maiores produtores de vinho fino:
Na briga pela liderança a França superou de novo a Itália, mas com uma pequena margem. Surpresa: a China faz melhor que Chile e África do Sul e fica logo atrás da Austrália.
A lista: França, Itália, Espanha, Estados Unidos, Argentina, Austrália, China, Chile, África do Sul, Alemanha.

Top 10 de maior consumo de vinhos tranqüilos (sem borbulhas)
Itália em primeiro e França no terceiro lugar, atrás dos Estados Unidos. Você teria apostado nisso?
A lista: Itália, Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Argentina, China, Espanha, Rússia, Romênia (!)

Top 10 de maior consumo de vinhos espumantes (com borbulhas)
A Alemanha lidera e a China por enquanto está fora, mas vamos dar um tempinho para os chineses associarem borbulhas com luxo e aí veremos a virada.
A lista: Alemanha, França, Rússia, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Espanha, Austrália, Ucrânia, Polônia (quem diria!)

Top 10 dos maiores exportadores
Itália em primeiro, mas em volume; já a França ganha em valores. Quer dizer que a Itália tem maior relação de custo/benefício do que a França? Pode ser, mas a verdade é que os franceses sabem vender melhor os próprios produtos de faixa alta.
A lista (em valores): França, Itália, Austrália, Espanha, Chile, Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Portugal.

Top 10 dos maiores exportadores nos EUA
É o mercado mais cobiçado, inútil dizer. A Itália aqui lidera fortemente, mas reparem no Chile e Argentina no top5!
A lista: Itália, Austrália, França, Chile, Argentina, Espanha, Alemanha, Nova Zelândia, África do Sul, Portugal.

Depois todas estas estatísticas a pergunta é: quanto custa mediamente uma garrafa de vinho no mundo? Triste, mas 71,4% dos vinhos consumidos worldwide custa menos de U$5,00. 21% entre 5 e 10 dólares e somente 7,6% supera os 10U$ a garrafa.
Isso, como eu disse, é o que acontece no mundo. Como estamos em outra galáxia, aqui no planeta Brasil praticamente todas as garrafas de vinho custam mais de U$10,00. Mas com um detalhe: o de 10 dólares aqui é o mesmo vinho que custa centavos lá fora.

3 comentários:

  1. Amigo Mario.

    Conclusões? O alemdovinho pensa que a Itália tem grandes uvas e forte produção, mas qualidade de vinhos, principalmente em relação aos mais acessecíveis a França ganha.

    Os EUA ainda ditam o fluxo econômioco no vinho.

    Os chineses estão a aprender o que é charme e luxo. Gosto duvidoso, algo como o pessoal no Texas com aqueles carrões com chifres gigantes na frente, estranha, muito estranho.

    Nas borbulhas os alemães estão na frente. É in-´pressionante como consomem o Sekt, seja de boa ou qualidade duvidosa.

    E o custo Brasil segue altíssimo. Alguém tem que pagar as mordomias do Congresso. Qual outro país que tem um analfabeto (Tiririca) chefiando a comissão de Cultura e Educação? Ou o Maluf chefiando a comissão anti corrupção?

    É como um alcolista cuidar de uma adega.

    Abraço Peter

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    Respostas
    1. Caro peter , se voce nao entende de vinho vai durmir

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  2. Caro Peter,

    Mais uma vez o seu comentário foi mais que pertinente. O que os lobbies dos grandes produtores brasileiros (e em seguida os políticos) não entendem é que os importados, que eles querem “punir” com altos impostos e ainda com o tão falado selo, são na verdade aqueles que impulsionam o mercado. Não é por acaso que a China esta obtendo estes bons resultados. Ali, como no Brasil, também não se bebia vinho até pouco tempo atrás; mas os chineses colocaram o imposto a 0 (ZERO!) para todos os importados, sabendo, inteligentemente, que assim se criaria um hábito no consumidor, o qual irá depois explorar os produtos nacionais.
    Sempre digo que o maior inimigo do vinho brasileiro não é o vinho estrangeiro, mas sim a cerveja.
    Será que um dia alguém vai entender isso?
    Grande abraço!

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