Aproveitando a deixa deste recente post, vou continuar aqui
minha batalha em favor do vinho branco. Disclaimer: fique claro que não tenho
absolutamente nada contra vinho tinto, que, aliás, adoro, mas o irmão pálido
dele precisa de uma força.
A prestigiada revista Wine
& Spirits Magazine revelou as 100 melhores vinícolas de 2018, na base das performances mais consistentes em
toda a gama de vinhos de cada produtor. Fundada em 1982 em San Francisco, ou
seja, na mais importante região vinícola dos Estados Unidos (o Napa Valley fica
logo ali), a revista é uma das mais conceituadas e influentes publicações do
setor.
Enquanto o Brasil continua esnobando vinho branco, lá fora
os números de consumo da categoria continuam crescendo. Ao mesmo tempo em que o
brasileiro consome tinto encorpado e alcoólico mesmo fazendo 40º lá fora, a do
branco é já a tipologia de vinho mais consumida em Itália, Grã Bretanha, e em
breve EUA.
Apesar de parecer um sacrilégio para a maioria dos
consumidores brasileiros, já estão à venda latinhas de vinho nacional nas
nossas prateleiras. E lá fora então já não é mais uma moda do verão, e sim um
negócio de 45 milhões de dólares.
Dando sequência ao
post anterior, o concurso 50 Top Pizza, premiou também as melhores pizzarias ao redor do
mundo, categorizadas por lugares ou estilos. Os jurados receberam centenas
de candidaturas internacionais e, depois da inspeção, chegaram a um painel final de
5 indicados, com 1 ganhador por categoria, utilizando o mesmo conceito de
avaliação: qualidade do produto, serviço, carta de vinhos, de cervejas e de
azeites, pesquisa gastronômica, estética e decoração do ambiente.
Ok, ok, na verdade se trata das 50 melhores pizzarias da
Itália, mas seguindo uma fácil equação lógica: se reconhecidamente a melhor
pizza do mundo é a da Itália, podemos então concluir que a melhor da Itália
seja automaticamente a melhor do mundo, não é? Isto sem ofensas aos
paulistanos, novaiorquinos e todos aqueles que consideram a própria pizza como
a melhor, afinal os mesmos organizadores do 50TopPizza (prêmio inspirado no
já famoso 50 Best Restaurants) comparam a pizza da Itália ao basquete da NBA que
mesmo sendo um campeonato nacional americano é o melhor do mundo.
Quando a paixão transcende a profissão os resultados podem
ser surpreendentes. E’ exatamente o caso da “dupla dinâmica” Gustavo Guagliardi
Pacheco e Marcelo Ideses: eles não são profissionais nem da área de vinho nem
da área de eventos, mas no ano passado conseguiram realizar um dos melhores eventos
de vinho já vistos no Brasil, e, pela felicidade de milhares de enófilos, vão
replicar (e aperfeiçoar) a formula este ano.
Olhando a foto ao lado, este homem não é exatamente sinônimo
de elegância, mas felizmente seus vinhos são. Confesso que minha primeira experiência
com Philippe Pacalet, há cerca de 10 anos atrás, não foi entusiasmante. A
garrafa em questão era um Puligny-Montrachet, gentilmente oferecida pelo amigo
Rodrigo Santos, e lembro que não nos deixou particularmente impressionados. Um
bom vinho, claro, mas o achamos apenas correto e nada para arrancar os suspiros
que esperávamos.
Lembra das vinhas plantadas nos telhados de Nova York? Se perdeu o começo da história clique aqui.
Pois bem, agora já vai poder colocar seu nome na waiting list para adquirir (no próximo ano) a tão aguardada "joia engarrafada" novaiorquina.
A uva Sémillon (ou Semillion) é conhecida pela sua
utilização na região de Bordeaux. Nativa de Saint Émilion (daí o nome), mas é
principalmente nas áreaa de Pessac-Leognan (Graves) e Sauternes que origina
respectivamente alguns dos melhores vinhos brancos e de sobremesa do mundo.