sábado, 14 de outubro de 2017

As mulheres preferem vinho branco. Agora é comprovado cientificamente

As mulheres preferem vinho branco. Clássico lugar comum, mas desta vez parece que podemos afirmar esta sentença com o aval da ciência.

Um estudo internacional envolvendo oito Universidades e Centros de Pesquisa de Itália, Republica Tcheca e Alemanha abordou o tema e o resultado foi publicado nas páginas da Scientific Reports 

A ideia inicial partiu do princípio que quando comemos alimentos como verduras ou chocolate as sensações e especialmente a sensibilidade ao gosto amargo de algumas pessoas é diferente da nossa. Então para estudar mais aprofundadamente as sensações de amargor e adstringência os cientistas em questão pensaram em utilizar uma substância rica em polifenóis como o vinho tinto.

A equipe de pesquisadores envolveu 300 pessoas de nacionalidade italianas e 300 da República Tcheca que foram convidadas a saborear um vinho tinto muito encorpado. Mas em vez de se limitar à descrição subjetiva dos voluntários, o estudo avaliou as sensações em nível dos genes receptores do sabor. Os genes do gosto amargo e adstringente estão presentes em todas as pessoas, mas o estudo destacou um modo de ativação diferente. No caso foi evidenciado que a ativação dos genes receptores da adstringência no sexo feminino é mais significativo que nos homens, o que explicaria porque as mulheres consomem mais vinho branco.

Além disso, comparando os grupos por nacionalidade, veio á tona uma questão interessante, ou seja, que os participantes italianos resultaram menos sensíveis ao sabor amargo, independente dos próprios genes. Isto indicaria que a cultura também desenvolve um papel fundamental na determinação do gosto pessoal. “Afinal se o povo italiano é mediamente menos sensível ao amargor então deveria consumir muito mais vinho tinto do que os povos do norte da Europa, mas o que ocorre é exatamente o contrário” afirma o coordenador do estudo Alberto Bertelli, do Departamento de Ciências Biomédicas para a Saúde da Universidade de Milão. A hipótese do cientista, portanto é que o gene sozinho não explica tudo e que talvez ele seja influenciado pelo efeito de diferentes culturas e estilos de vidas.

Este estudo é um primeiro passo para continuar examinando se os fatores culturais podem realmente condicionar a genética.

“Temos que concluir que estas pesquisas têm de ser aprofundadas, sem esquecer que o consumo de vinho com moderação é uma característica própria dos países do Mediterrâneo, e em particular da Itália: este modelo virtuoso parece ter a mesma importância que os efeitos dos genes”, conclui o coordenador do estudo.

2 comentários:

  1. Muito legal este post. Espero que o pessoal da ideologia do gênero, que acha que não existe mais macho e fêmea, homem e mulher, não fique chateado com você ou com os autores do trabalho.
    Saudações,
    Leonel

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    Respostas
    1. Leonel, isto é inevitável rsrs, mas fazer o que...
      Inclusive acabei escrevendo outro post para responder ás críticas, confira: http://mondovinho.blogspot.com.br/2017/10/correcao-as-mulheres-preferem-vinho.html
      De qualquer forma fico contente que você gostou. Obrigado pela leitura! Abraço

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