quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Degustação de brancos para o verão


Como antecipado, vai agora o relato da nossa degustação vinhos brancos, que originou esta polêmica matéria anterior.

Começamos com um espumantezinho, seguido por 7 brancos:


- Sieur d`Arques Toques et Clochers Cremant de Limoux : espumante de uma importante cooperativa de Languedoc. Corte de Chardonnay, Chenin Blanc e Mauzac. Bela perlage. Maça verde, pêra e pêssego, com notas minerais. Rico e cremoso, acidez refrescante.


- Yealands Way Premium Selection Riesling 2001: primeiro de uma seqüência de 3 rieslings de diferente procedência. Este é da Nova Zelândia. Vinícola orgânica, já falei aqui de seu excelente e barato Sauvignon Blanc. Este riesling é muito intenso no nariz, com aquela nota de querosene, típica da casta, bem acentuada. Bem seco, com acidez vibrante, mas também com boa fruta (sobretudo cítrica). Melhor vinícola neozelandês de 2014 pela Wine & Spirits (Pão de Açúcar)


- Wakefield Jaraman Riesling 2011: australiano, vindo de vinhedos de Clare e Eden Valley. Mais complexo que o anterior. No nariz a nota de petróleo embora presente, é menos invasiva, junto a aromas minerais. Na boca é fresco e complexo, com um final mais suave. (Casa Flora)



- Hunawihr Haut-Rhin Riesling 2012: o terceiro riesling foi o mais elegante. Vindo da tradicional região francesa de Alsácia, tem nada de gasolina, mas sim um delicado bouquet floral. Na boca é fino, com notas de pêra e limão siciliano. (Nova Fazendinha)



- Felix Solis Consigna Chardonnay 2013: espanhol da região de Castilla-La Mancha, é um varietal bem complexo, frutado e fresco, com notas de fruta tropical e erva doce. (Wine)



- Aurelia Visinescu Artisan Feteasca Alba Barrique 2012: da Romênia, produzido com a casta autóctone Feteasca Alba, passa 4 meses em barrica nova. Foi o mais diferente de todo o painel, puxando (tanto pela cor, quanto pelos aromas e sabores) mais para vinho laranja. Guaraná, damasco seco, castanhas e melão em destaque. Bom equilíbrio e muito interessante. (Winelands)



- Mapa Douro Branco 2013: quem conhece o Mapa tinto sabe que é um vinhaço, mas pessoalmente nem sabia que existia também o branco . Achei bem interessante, corte de Rabigato, Viosinho, Arinto e Gouveio, sem estágio em madeira. Complexo, seco e elegante. (DOCG)


- Esporão Private Selection 2012: o mais complexo de todo o painel. Vinho de grande estrutura e corpo feito basicamente de uva Semillon (com pitadas de Marsanne e Roussanne). Rico e untuoso, entrega boa fruta (abacaxi, pêssego, kiwi) com nuances de baunilha, madeira, chocolate e notas herbáceas. (Qualimpor)

Reforçando o conceito: vamos tomar mais vinho branco, especialmente no verão!





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