domingo, 4 de março de 2012

Como foi o Encontro de Vinhos


Esta aqui do lado é a classificação dos top 5 vinhos do evento “Encontro De Vinhos” que aconteceu na quinta feira passada no Rio de Janeiro. Eu também contribui para este resultado final pois fazia parte do júri de experts e profissionais do setor que avaliou às cegas os 30 vinhos tops do evento, entre espumantes, brancos, rosés, tintos e de sobremesa.

Uma vez reveladas as garrafas, descobri que a minha nota mais alta foi para o Amarone de Cesari (4° colocado) e a segunda para o Barbaresco Dezzani (1°): mais uma vez o meu gosto italiano não me traiu...

O evento foi um sucesso e os meus parabéns vão para Daniel Perches e Beto Duarte pela perfeita organização do evento e pela perfeita localização (a 5 minutos da minha casa, ehehe). Bons vinhos, comida em abundância, ótimo serviço, lugar sugestivo e preço em conta foram os ingredientes para o ótimo resultado do evento.

Mas vamos aos vinhos. Bastantes rótulos velhos conhecidos, mas também muitas novidades, sobretudo levando em conta que algumas das importadoras presentes trabalham somente em São Paulo.
Provei muita coisa (perdi a conta), mas falarei aqui somente de uns vinhos mais diferentes; isso não antes de dar o merecido destaque para os vinhos da Barone Ricasoli: seu Chianti Classico Castello di Brolio e o Casalferro (um supertoscano 100% merlot) são fantásticos (cerca de R$250 cada, importados pela Inovini).


Indo para terroirs mais exóticos, certamente chamaram atenção uns libaneses: o Chateau Ksara (importado pela Interfood) é um cabernet sauvignon do Vale de Bekaa bem gastronômico, lembrando um bom Chianti tradicional (R$90 – Interfood).

Já os 3 tintos da Massaya, da mesma procedência geográfica, têm um estilo mais moderno: basicamente 3 cortes de uvas do sul da França (cinsault, syrah, mourvedre, grenache com adição de cabernet sauvignon) em diferentes medidas e diferente envelhecimento: o Classic não passa por madeira e é muito gostoso para o dia a dia (R$59). O Silver é mais complexo e bem macio (15 meses em carvalho), já o Gold Reserve, de corpo, precisa de uma boa decantada, pois tem taninos e álcool abundantes, passando 2 anos em barricas francesas (os vinhos Massaya são importados pela Au Vin, respectivamente R$59, R$75 e R$155)


Uma importadora que não conhecia, a Everest, veio com algumas coisas bem interessantes, entre elas pra mim se destacou um vinho francês de uma denominação pouco conhecida, a de Côte de Bergerac (ao leste de Bordeaux): o Château de la Mallevieille Cuvée Imagine é um delicioso corte bordales com a adição de 20% de Malbec (R$140).

Mais uma agradável surpresa foi o Greywacke Pinot Noir, da Nova Zelândia: quando o degustei às cegas achei que fosse um Borgonha, tanto pelos aromas quanto pelo palato (R$145 – Casa Flora).


Vou encerrar voltando para 2 terroirs mais conhecidos, Chile e Itália, mas com castas bem diferenciadas, ambos importados pela Vinho Sul. O Chaski da vinícola Perez Cruz é um varietal de Petit Verdot, coisa bem singular no Alto Maipo. Intenso e cativante (R$159).

E para terminar um IGT da Sicília feito de um não usual corte de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc da vinícola Poggio Graffetta: um vinho quente e apimentado (preço não informado).


Os 30 tops "mascarados"

A vista do Real Astoria




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