domingo, 25 de março de 2012

5 argentinos de alto nível



Semana passada mais uma reunião da nossa Confraria “Gran Reserva”. O tema escolhido foi Argentina “genérico”, ou seja, sem restrições de castas, regiões, etc.

Na mesa 5 tintos, na ordem cronológica de degustação:

1) Luigi Bosca Gala 1 2008 (trazido pelo confrade Rafael). Corte diferente de Malbec com Petit Verdot e Tannat, se mostrou mais elegante que da safra anterior aqui comentado. Achei a madeira menos invasiva, a fruta menos abundante, e uma maior acidez. Certamente muito mais equilibrado que da 2007.  Importado pela Decanter
Voto gringo: 8

2) Tikal Almanegra Misterio 2008 (trazido pelo confrade Murilo). Do grupo da família Catena, precisamente do Ernesto Catena (filho do Nicolas) este tinto declarado como “corte secreto” é um blend de uvas não reveladas (???). Intenso nos aromas e no paladar, um belo vinho, mas foi talvez o que menos se destacou da noite, porém ganhou em quesito “melhor rótulo”! Importado pela Mistral
Voto gringo: 7

3) Lagarde Primeiras Viñas 2008 (trazido pelo confrade Martins). Malbec procedente de um vinhedo de 1906 (!) foi certamente o vinho que mais impressionou no primeiro gole: pelo grande corpo, pela textura aveludada, pela riqueza da fruta e pela potência. Mostrou, estranhamente pela sua idade, leves notas de evolução (garrafa?). Importado pela Devinum
Voto gringo: 8

4) Navarro Correas Structura 2005 (trazido pela confrade Margareth). Corte de Malbec com Cabernet Sauvignon e Merlot. Apesar de uvas e safras diferentes, francamente achei bastante parecido com o Lagarde (este é o limite que sempre critico dos vinhos “novomundistas”: muitos deles acabam parecendo um com o outro), mas, mesmo sendo de safra mais antiga, estava menos pronto. Importado pela Interfood
Voto gringo: 8

5) Riglos Gran Corte 2006 (trazido por mim). Entre os melhores 5 vinhos da Argentina segundo o guia Descorchados, é um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc produzido em pequena quantidade. Pra mim o mais elegante, equilibrado e complexo da noite (e não porque foi a minha garrafa!): frutas de bosque, café, tabaco e leves especiarias no nariz. Já na boca mostrou muita estrutura, excelente acidez, taninos finos e um longo final. Importado até esta safra pela Grand Cru, hoje pela Decanter
Voto gringo: 8 ½

Aos votos, a maioria dos presentes escolheu também o Riglos Gran Corte como o grande ganhador da noite.
A nota curiosa sobre o produtor é que antes de se tornar a prestigiada vinícola que hoje é (com a consultoria do cultuado enólogo Paul Hobbs), as uvas de seus vinhedos eram vendidas para outras vinícolas como as próprias Catena-Zapata e Luigi Bosca, aqui derrotadas. Os alunos que superam os mestres.

2 comentários:

  1. Como sempre companhias e vinhos sensacionais amigo Mario. Um grande ponto importante a se fazer de degustações como estas é que às vezes levar grandes vinhos pouco envelhecidos, pode ser que não estejamos aproveitando todo o pontecial de guarda que poderão apresentar a médio prazo. Mas daí vem o dilema, guardar para beber ou beber sem guardar? Eu particularmente prefiro a segunda opção.

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  2. Eu também prefiro a segunda, mas em uma próxima, talvez possamos escolher um tema com vinhos mais antigos...
    Grande abraço, meu amigo!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...