domingo, 21 de agosto de 2011

Champagne fraco ou Prosecco concentrado? Guerra de borbulhas

Champagne: vinho espumante francês descomplicado, particularmente indicado para ocasiões descontraídas. Em voga entre os jovens que o consomem em grandes quantidades aos sábados à noite em botecos, bares e boates. Muito apreciado em coquetéis”.

A definição é obviamente mais uma provocação do Mondovinho, mas, se brincar, em breve poderia se tornar verdadeira. Vamos à notícia:

O Comité Interprofessionnel du Vin de Champagne autorizou um aumento do rendimento por hectare para atender a crescente demanda da notória bebida francesa. Explicação para as crianças da creche: se antes você era obrigado a produzir 2 cachos por plantas, agora poderá deixar crescer 3 cachos. Lógica conseqüência: o seu champagne fica mais fraco e os rappers não vão mais achar graça em derramá-lo. Em números: de 10.500 Kg por hectare de 2010 vamos para 12.500 Kg/ha para a safra de 2011.

Ao contrário, o Prosecco faz um passo atrás: diminui a produção limitando o rendimento dos vinhedos para manter preço e qualidade.

Resumindo: Champagne aumenta a produção para satisfazer os mercados, Prosecco a diminui para deixá-los com sede. Quem dos dois está certo?

2 comentários:

  1. Mário, sabemos que a qualidade dos espumantes nacionais tem se mostrado interessante. E nesse caso, quantos cachos são por planta?

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  2. Marcelo,
    Na verdade o meu era um exemplo levado ao extremo, para simplificar ao máximo o conceito. De fato o rendimento das plantas e o conseqüente número de cachos a serem utilizados depende fundamentalmente do produto final que o enólogo pretende alcançar (e isso é difícil de quantificar, pois varia notavelmente de produtor em produtor). De uma maneira geral: alto rendimento=vinhos básicos, baixo rendimento=vinhos mais importantes.
    Muito obrigado pela visita e pelo seu comentário.
    Abraço!

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