terça-feira, 3 de março de 2015

Como descobrir se a sua garrafa é falsificada

O nome Maureen Downey não deve lhe dizer muita coisa, mas se você é colecionador ou comerciante de vinhos raros, seria bom decorá-lo, pois esta pessoa pode se tornar fundamental para você verificar a autenticidade das suas garrafas.

Considerada entre as 50 mulheres mais poderosas do mundo do vinho, a sommelier californiana graças a sua longa experiência como consultora de grandes casas de leilões se tornou uma das maiores especialistas em matéria de identificação de vinho falsificado, até trabalhando com o FBI, quando foi peça chave para a resolução de vários casos, come o do famoso Rudy Kurniawan.
  
Portanto a Maureen tem autoridade necessária para lançar um interessante serviço on-line: o site Winefraud.com, a partir deste mês pretende ser um útil recurso para todos (colecionadores, vendedores e compradores) que tenham em mãos uma garrafa rara e preciosa e queiram averiguar sua autenticidade.

Como ninguém é bobo, este serviço de perícia internético não vai ser gratuito: o site prevê 3 níveis de assinatura (“enthusiasts, collectors, and professionals”) para poder acessar o arquivo de mais de 50mil fotos (como os dos rótulos de todas as safras do Château Lafite Rothschild) , documentos e dicas sobre como distinguir um falso de um original. Os preços das assinaturas não foram ainda divulgados, mas de qualquer forma deve ser mais barato que contratar um perito em pessoa.

Maureen Downey ás obras



2 comentários:

  1. Olá, descobri seu blog por acaso pesquisando alguns assuntos sobre vinhos, mundo do qual ainda me considero iniciante (1 ano e meio) mas de muito estudo e prática. Montei um blog recentemente para unir duas de minhas grandes paixões: o vinho e a escrita, http://sanguedasvinhas.blogspot.com.br/
    Sem mais delongas, em pesquisa para um futuro post, estava lendo algumas postagens antigas de seu blog, principalmente as do marcador "trapaceadas" e, como sempre muitas dúvidas me ocorrem, por isso quero compartilhar essas indagações, pois vejo que tens muito mais conhecimento do que eu nessa área.
    Como atualmente se pode consumir um vinho honesto, sem trapaças, que mostre o que realmente é? Como saber se o Borgonha que estou bebendo e paguei caro realmente é um borgonha? Como posso ter certeza que o vinho com passagem por carvalho não teve na verdade lascas de madeira ou até mesmo serragem? Como vou confiar na autenticidade dos taninos ou da acidez, será que não foram induzidas? Enfim, sei que o tema dessa postagem fala de falsificação, mas achei útil fazer essas indagações que também não deixam de ser falsificações.
    Espero que possas me ajudar com essas dúvidas. Seu blog é muito bom, e vou acompanhá-lo sempre.
    Grato.

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    Respostas
    1. Oséias, muito obrigado pelo seu comentário e pelos gentis elogios.
      A sua questão é de difícil resolução, pois a verdade é que estamos vendidos. Os controles de qualidade para as denominação de origem que existem na Europa (e quase inexistentes no novo mundo) apenas certificam as caraterísticas organolépticas finais sem necessariamente acompanhar a fase da vinificação.
      De maneira geral os produtores certificados orgânicos (e biodinâmicos) são mais 'honestos' e confiáveis neste item, pois de qualquer forma abraçam uma filosofia mais 'natural', mas mesmo assim não podemos ter certeza absoluta, pois se a legislação prevê certificação para vinhedos orgânicos, isto não se estende às instalações das vinícolas, onde dentro das caves os enólogos podem fazer o que querem. As trapaceadas do que falei são todas permitidas por lei e práticas como chips de madeira, osmose inversa, taninos e aromas pre-confeccionados (em saches vendidos livremente), etc., são difusamente utilizadas.
      É uma batalha perdida para nós, portanto se trata basicamente de um relacionamento baseado na confiança do consumidor pelo produtor.
      Obrigado, abraços.
      P.S. Visitei seu blog e achei muito bom, parabéns.

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