quarta-feira, 20 de março de 2013

Papa Francisco e o mistério das 115 garrafas de Primitivo


É uma terça feira qualquer em Culver City, Califórnia, quando Michael Carpenter chega em sua loja de vinhos The Redd Collection. De repente uma ligação do exterior, querendo se ele teria como enviar uns vinhos para Itália. O desconhecido cliente quer 115 garrafas de um Primitivo di Manduria, com um nome que em inglês não quer dizer nada: "Papale". O Michael estranhou muito o pedido: enviar vinho italiano dos EUA para Itália era algo que não fazia muito sentido, ainda mais que cada garrafa sairia pelo dobro do valor, incluindo o frete. But the best is yet to come. Obviamente ele aceita e quando pergunta o endereço de entrega a resposta é mais incrível ainda: “Cidade do Vaticano, escritório do Cardeal Secretário de Estado”.
Só depois, lendo o rótulo, que o Michael entendeu. A vinícola Varvaglione, produtora do vinho em questão, escolheu o nome “Papale” como dedicatória à eleição do Papa Bento XIII, originário justamente da Puglia, e o rótulo conta um pouco desta história.
O vinho é muito vendido no exterior, motivo pelo qual foi mais fácil achá-lo nos Estados Unidos que na própria Itália.
Por que não um vinho argentino, então? Bem, o pedido foi feito um dia antes da escolha do novo Pontífice, quando ainda ninguém sabia a nacionalidade do sucessor do Bento XVI, então pensou-se que um vinho homenageando o País hóspede da Igreja e ainda com nome papal agradaria de qualquer forma.
Mas por que 115 garrafas? Simples, o Conclave é formado por 115 cardeais.
Amém.

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