quinta-feira, 7 de março de 2013

Confira como foi o Encontro de Vinhos no Rio


Como antecipado, semana passada participei do esperado Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro. Seria redundante ressaltar a boa organização de sempre por parte da dupla dinâmica Daniel Perches & Beto Duarte, deste evento que está a cada vez mais se firmando como um dos mais interessantes do enomundo brasileiro.

Falando nos vinhos presentes, este ao lado é o resultado da degustação feita às cegas por especialistas (mais uma vez tive o privilégio de fazer parte do júri) onde foram eleitos os melhores 5. A minha nota mais alta  foi para o Sios Seleccion da importadora Wine Lovers, um espanhol da Costers del Segre. De qualquer forma vale ressaltar que nem todas as importadoras colocaram seu vinho e nem todas colocaram seu melhor vinho.

Os expositores foram (em ordem alfabético): Asa Gourmet, Aurora, B-Cubo, Cantu, Cave Geisse, Da Confraria, Domno, Everest, Interfood, MS Import, Pizzato, Ravin, Smart Buy Wines, Serrado Vinhos, Sicilianess, Valduga, Villa Francioni, Vinho Sul e Wine Lovers.

O melhor branco do evento foi pra mim o Riesling alsaciano do Léon Boesch, fermentado nas próprias borras em tonéis de carvalho. Um show de complexidade, frescor e delicadeza. Importado pela Everest, que inclusive mostrou outros vinhos bem interessantes como o Image do Château de La Mallevielle da Cote de Bergerac (já comentado aqui em ocasião do Encontro do ano passado) e um Vouvray do Philippe Brisebarre, um Chenin Blanc demi-sec (por causa dos açucares da uva e não adicionados), mas quase nada doce na boca em virtude da alta acidez: muito interessante mesmo.

Outra importadora bacana foi a Sicilaness, que, admito o pecado, não conhecia ainda. Em seu estande tinha o melhor espumante do evento (sempre pra mim, é claro!): um Franciacorta da vinicola Le Marchesine: muito complexo, lembrando um bom Champagne nos aromas e no paladar. A Importadora também trouxe dois excelentes sicilianos da vinícola Geraci: o Tarucco Nero D’Avola (sensacional, um dos melhores tintos do dia!) e o Tarucco Colonna, branco a base de Chardonnay e Grillo.

Da Interfood, além de velhos conhecidos, como Santa Helena, Misiones de Rengo e os cavas da Codornìu, me marcou um delicioso Pinot Noir do Uruguai (sim leio bem!) da vinícola Pascual, na faixa dos R$30 ficou como o Bolso Esperto do evento. E também um bom branco da siciliana Planeta, o La Segreta.


A Cantu também apresentou um siciliano fora de série: o Nero d’Avola Chiaramonte, da vinícola Firriato. Os vinhos da Ventisquero (já citados por aqui) e satélites como a Ramirana e a Yali, são sempre uma boa escolha: particularmente, o Vértice, corte de carmenere com syrah é de alto nível mesmo.

Teve bons californianos da Smart Buy Wines, principalmente o Mettler Zinfandel, já ganhador do Encontro de Vinhos Off de 2012 (que também eu contribui a eleger).


Os nacionais também fizeram bonito: Villa Francioni, com seu renomeado Sauvignon Blanc, o Fausto Verve da Pizzato, um bom e barato Chardonnay Reserva da Aurora e os sempre extraordinários espumantes da Cave Geisse.


Menção especial para o Perez Cruz Chaski, intenso Petit Verdot chileno, inclusive também já comentado aqui na edição passada, importado pela Vinho Sul.


Mas o vinho que mais me marcou sobre todos, foi um que eu desconhecia até agora: o La Castagnola Dolcetto d’Ovada, fantástico tinto do Piemonte, da vinícola Castello di Tagliolo. Complexo, estruturado, macio e envolvente, mas conservando boa elegância. 

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