domingo, 19 de junho de 2011

Vamos comprar garrafas mais leves?

Recentemente se fala muito das garrafas não sustentáveis.
Alguns produtores (sobretudo em terra argentina, mas também all over the world) usam garrafas pesadas e volumosas até para rótulos básicos, somente como instrumento de marketing, ou seja, para tornar o vinho mais atraente aos olhos do consumidor (ingênuo).

Estas garrafas são mais caras, vistosas e volumosas, incômodas para transportar e no momento de servir, não trazem nenhum beneficio para afinamento do vinho e sobretudo são inimigas do meio ambiente. Uma distorção do mercado, algo como um filho degenerado do marketing.

Pois bem, as coisas estão mudando e muitos produtores estão invertendo esta tendência, começando a usar garrafas de vidro mais leve e menos espesso, enfim, mais ecológicas (e ainda mais baratas).
Uma boa notícia vem do Canadá: o estado de Ontário, maior produtor e consumidor de vinho do País, proibirá a comercialização de vinho não espumante em garrafas de peso superior a 420 gramas a partir de Janeiro de 2013.

O ideal seria uma difusão desta regra em escala internacional. Afinal chamar a atenção no recipiente perdendo de vista o conteúdo é um dos males do vinho. Não é preciso ser radical ou querer chegar às garrafas PET, como vimos aqui, mas por enquanto, esperando uma legislação também por aqui, nós consumidores poderíamos, não digo boicotar as garrafas pesadas, mas talvez escolher com mais sensatez e responsabilidade. Desta forma mandaremos uma mensagem implícita para os produtores dizendo: “eu compro garrafas eco-sustentáveis”.

4 comentários:

  1. Mario vou fazer uma degustação hiper as cegas. Primeiro vem três vinhos numa taça preta. Assim não se sabe se é tinto rose ou branco, pois estarão em temperatura ambiente. Os participantes vão anotar a sua preferência. Depois vem as garrafas sem os rótulos, vão escolher qual a que agrada mais aos olhos, anota-se e nova ficha, por fim voltam as garrafas com os rótulos, nova escolha. Por fim vem a sequência anotada dos vinhos, por preferência, para a comparação das influências de rótulo, garrafa e vinho se branco rose ou tinto.

    Mas quanto ao tema em questão há garrafas tão pesadas que desconfio se pessoas de idade depois de umas e outras podem se servir. Afora aquelas que, para manter a mesma quantidade de vinho tem um fundo que quase cabe a mão.

    Tudo bobagem. Por enquanto não bebo rótulo e garrafa.

    Um abraço Peter

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    Respostas
    1. Hahahá, por enquanto??? Esperemos que não cheguemos nesse ponto... o.O Mas, fora a brincadeira, realmente tem influência na escolha... E até quem se considera mais esperto - aí logicamente me incluo - acaba sendo meio seduzido ou repelido por certo marketing ou escolha acertada... Mas o importante é dedicar o tempo a degustar mesmo, saborear, praticamente "comer" esse vinho, tentando 'entender' o que há nele, tentando se identificar ou não, chegando numa conclusão se gosta ou não do mesmo - e porquê...

      Antigamente a vida era mais simples e honesta... :) Saludos! Miguel.

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  2. Peter, gostei muito da sua idéia de avaliar às cegas até as garrafas, muito interessante.
    Parabéns, e obrigado por ficar acrescentando o MondoVinho com seus comentários sempre pertinentes e competentes.
    Grande abraço, meu amigo!

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  3. Gostei também da proposta do Peter, original.
    Abs

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