quinta-feira, 7 de abril de 2011

A base da pirâmide

No post anterior falamos das denominações DOC e DOCG. Hoje vamos falar dos dois degraus que faltam na pirâmide das classificações reconhecidas pelo Governo Italiano.

IGT
É a terceira das quatro classificações. A sigla significa "Indicazione Geografica Tipica" e representa uma área de produção geralmente muito ampla: ela de fato qualifica os vinhos “da tavola” procedentes de grandes regiões vitivinícolas.
Ao nome designado é possível adicionar a cor do vinho e o nome das castas.
A IGT não pode utilizar o nome de regiões usadas para as DOC e DOCG e a casta pode ser indicada apenas quando a área vitivinícola é de tamanho significativo.

A indicação IGT pode ser substituída por a menção “Vin de Pays” para vinhos produzidos na região de Valle d’Aosta e por a menção “Landwein” para os da província de Bolzano, no Trentino Alto-Adige.

De qualquer forma as exigências requeridas são menos rígidas do que as exigidas para os vinhos com Denominação de Origem Controlada.
Geralmente nesta categoria entram os vinhos “da tavola” de qualidade, mas em teoria inferiores aos vinhos DOC e DOCG. Digo em teoria, pois isso nem sempre é verdade. Muitas vezes um vinho cai na IGT simplesmente por questões de escolhas comerciais ou também porque é feito com uvas não permitidas na legislação prevista pela região. Este último é o caso, por exemplo, dos Supertoscanos, vinhos fantásticos, mas que não podem usar a denominação de origem porque são produzidos com uvas francesas.
Até agora são 118 os vinhos com a denominaçao IGT.

VINO DA TAVOLA
Na base da pirâmide encontramos os “Vinhos de Mesa”, categoria de menor prestígio.
Trata-se geralmente de vinhos comuns, produzidos com uvas procedentes de castas e vinhedos diferentes e sujeitos a controles menos rigorosos dos que regulam os vinhos “de qualidade”.
Eles podem ser vendidos também com nomes de fantasia ou com a marca do produtor. Aqueles que vêm sem nenhuma indicação geográfica podem ser o resultado de cortes feitos através da mistura de diferentes vinhos de qualquer região.
No entanto, “Vino da Tavola” nem sempre é sinônimo de qualidade "medíocre”, mas indica apenas que não pertence a qualquer especificação. Portanto, não é raro encontrar vini da tavola de grande qualidade e prestígio. Conheço uns exemplares excelentes (e caros!).
  

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