quarta-feira, 12 de junho de 2013

O terroir acabou: agora temos o aquaoir...! Vinhos afinados no mar

Três anos atrás terminei este post comentando ironicamente que talvez o melhor lugar para guardarmos nossas garrafas seria o fundo do mar. O que parecia ser uma piada está se tornando de fato uma tendência mundial e as experiências não faltam, ao ponto que se começa a falar do novo ambiente de afinamento com um novo termo: aquaoir, oposto a terroir.


Alguns exemplos?

A Mira Winery, vinícola californiana de Napa Valley afundou 4 caixas de Cabernet Sauvignon ao largo da costa de Charleston, Carolina do Sul, em fevereiro este ano. Trazido à superfície depois de 3 meses o vinho foi comparado com o mesmo estoque afinado na trivial adega terrestre. E se mostrou realmente diferente, mais complexo e aberto. O movimento das ondas, a falta de luz a temperatura fria e constante são os possíveis elementos responsáveis desta diferente evolução.

O viho da Mira, trazido à superfície

Na Itália temos a vinícola Bisson com seu espumante Abissi (um nome, um programa), um brut método classico que toma banho ao largo de Portofino, na Ligúria.

O Abissi, a 60 metros de profundidade

No Veneto há o Lagunare (justamente porque afundado na Laguna de Caorle), um corte bordalês imerso no mar ainda nas barricas! 

As barricas "banhistas" do Lagunare

Na França, para não ficar atrás o Bruno Lemoine também experimentou o duplo afinamento, na terra antes e no Mediterrâneo depois. O resultado é o vinho do nome original Neptune, que de acordo com o Michel Rolland se mostrou mais pronto, com taninos leves e grande complexidade aromática.

O Neptune
Marketing? Bobagem publicitária? Não sei. Por enquanto os espanhois, mais pragmáticos querem respostas confiáveis e sérias, por isto inauguraram o projeto LSEB (Laboratorio Submarino Envejecimiento de Bebidas) que investiga a evolução de bebidas no fundo do mar.

Próxima parada: a Lua! A seguir, Marte.











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