sábado, 3 de agosto de 2013

O "mini" Domus

Os rótulos, sem dúvida, chamativos, dos vinhos da Peñalolen remetem automaticamente aos da Clos Quebrada de Macul, uma das vinícolas mais conceituadas do Chile.
De fato a Peñalolén pertence ao mesmo grupo, e é uma linha, digamos, mais acessível da casa: um novo projeto dos proprietários, assim como Pargua, dedicado exclusivamente à produção de vinhos orgânicos.
O Azul é um blend bordalês (típico da margem direita) de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot, procedente do Vale do Maipo maturado 18 meses em barricas de carvalho.
A palavra “acessivel” que usei pode ser estendida, além da questão meramente econômica, também ao lado gustativo, sendo certamente um vinho muito mais fácil de beber e agradar.
Diferentemente do estilo francês do Domus Áurea (veja aqui) o Azul tem todas as características novomundistas bem a mostra: força, potência, estrutura, volume, fruta, madeira, taninos macios e final levemente adocicado. Tem umas notas mentoladas e um leve tostado que o tornam mais interessante, mas, não se destacou particularmente. Não que seja ruim, pelo contrário, é um bom vinho, mas honestamente, não adicionou nada de novo ao já conhecido panorama chileno.
A vantagem é com certeza o preço, pois oferece a mesma qualidade de vinhos conterrâneos mais caros. O preço médio é de R$90,00, eu paguei R$ 75,00 no Cadeg.
Recomendado a quem gosta do estilo.


Vinho:
Azul
Safra:
2009
Produtor:
Peñalolén 
País:
Chile
Região:
Maipo
Uvas:
60% Cabernet Sauvignon, 22% Cabernet Franc, 8% Merlot, 10% Petit Verdot
Alcoól (Vol.)
14%
Importadora:
Vinos & Vinos
Custo médio:
R$ 99,00



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