quinta-feira, 11 de julho de 2013

E você já provou o vinho do gelo? Este é um lindo icewine

O icewine (vinho do gelo) é aclamado como um dos grandes vinhos do mundo e considerado pelos wine-lovers como um verdadeiro presente de inverno.
Originário das regiões frias da Europa (principalmente da Alemanha, onde é conhecido como eiswein), é no Canadá, especialmente nas regiões de Ontário e British Columbia, que achou seu terroir ideal. As uvas já maturas no começo do outono são deixadas intactas nas plantas até a chegada do rígido inverno canadense acompanhado por seu gelo intenso. Desta forma a fruta fica desidratando naturalmente, concentrando sabor, aroma, ácidos e sobretudo açucares. A temperatura que desce até 10° negativos congela as uvas até solidificá-las, o que torna a colheita, que geralmente é feita à noite, uma tarefa ainda mais difícil. O rendimento do mosto (altamente concentrado) é baixíssimo, cerca 10-15% do normal, pois a maior parte de água é descartada em forma de cristais de gelo. Todo este processo torna inevitavelmente o vinho caro, mas a recompensa costuma ser valiosa, dando como resultado um vinho de sobremesa de alto nível e diferente dos demais.

A Inniskillin é uma das vinícolas mais importantes e premiadas do Canadá, produz tradicionais vinhos tranqüilos na península do Niagara e no vale de Okanagan, mas é com seus icewines que ganhou fama mundial (especialmente depois de ter ganho o Grand Prix de honra na Vinexpo de Bordeaux).
Provei recentemente um Riesling 2007 da casa e foi pra mim um dos mais interessantes vinhos de sobremesa já provados ever. É um vinho de sobremesa, claro, mas a característica principal não parece ser a doçura, pois é balançada magnificamente por uma vibrante acidez, que o torna perfeitamente equilibrado. Os aromas são muito intensos, de limão, abacaxi, mel, damasco, nozes. Na boca é um veludo, complexo, confirmando em camadas os sabores sentidos no nariz. E a doçura final, como disse, “neutralizada” por um grande frescor: o resultado é um sabor acídulo-adocicado, bem diferente e gostoso. Vai ficar na minha memória talvez mais que o Yquem ’97

Não tenho rastos deste vinho importado no Brasil - se encontrar aconselho vivamente a prova - no meu caso foi trazido diretamente do Canadá e custou cerca de U$ 80,00 a meia garrafa (375 ml).

4 comentários:

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    1. Flavio, desculpa! Sem querer deletei seu comentário (cliquei em excluir ao invés de responder....estou ficando velho!) Mil perdoes!
      De qualquer forma concordo plenamente sobre as garrafas bonitas.
      Na Itália temos um ditado que fala: "anche l'occhio vuole la sua parte", ou seja, os olhos também merecem ser premiados.
      Obrigado mais uma vez!
      Grande abraço!

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    2. Grande Mario!
      Não se preocupe...rs. Já fiz isso algumas vezes. E depois que a gente exclui não tem mais volta...rs. A reação é uma só: A gente põe a mão na cabeça, faz uma careta e solta aquela expressão clássica...rsrs.
      Só para os seus outros leitores saberem, eu comentava sobre a beleza das garrafas jateadas dos Icewines canadenses, com fundo grosso, que complementam a bela qualidade do líquido dentro delas.
      Gostei do ditado, e concordo plenamente!
      Grande abraço!
      Flavio

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    3. Grande Flavio!
      Ainda bem que vc entendeu...E entendeu mais ainda a reação, foi isto mesmo...! rsrsr
      Ai está o seu comentário a beneficio dos outros leitores, aliás , leitores recomendo muito a leitura do blog do do amigo Flavio, é muito bom. Confiram aqui:
      http://vinhobao.blogspot.com.br

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