segunda-feira, 20 de maio de 2013

Vini Vinci 2013: os destaques



O evento Vini Vinci foi praticamente perfeito. O patrão Ciro Lilla, auxiliado pela competente assessoria da Sofia Carvalhosa Comunicação já nos acostumaram a eventos de alto nível, e mais uma vez  a organização não fugiu da regra. Atendimento ágil, taças em profusão, comidinhas e água a vontade, e, o que mais importa, o número de participantes em justa proporção com o dos produtores e com as dimensões do espaço (no caso carioca, dois ambientes no 2° andar do belo hotel Windsor Atlântica).

E os vinhos? Que perguntas! Um show. Em uma única tarde não da para provar tudo, de qualquer forma seguem os meus destaques entre os que provei.

VIÑA TONDONIA (Lopes de Heredia) e seus vinhos clássicos de Rioja. Seus brancos de extraordinária longevidade impressionam: o Viña Gravonia Crianza 2003, o Viña Tondonia Reserva 1993 e o fantástico Viña Tondonia Gran Reserva Blanco 1991. Os tintos não ficaram atrás: o Bosconia e o Tondonia Reserva (2003 e 2001) são sensacionais e o Viña Tondonia Gran Reserva 1994 é um vinho pra ficar na memória.
 
O Tondonia Blanco Gran Reserva 1991
Outra vinícola tradicional espanhola: a CVNE. De acordo com o produtor, seu Monopole foi o primeiro branco a ser produzido em Rioja. Todas as linhas primam em qualidade, a Cune, a Vina Real, até o ícone Imperial Gran Reserva 2001.
 
Os vinhos da CVNE

A badalada BODEGA NOEMÍA, da Patagônia Argentina: criação da gentil condesa italiana Noemi Marone Cinzano (com a qual tive um agradável papo). Os vinhos tem uma inegável vocação novomundista, mas possuem um caráter elegante tudo europeu.  Já vimos o A Lisa aqui,  a seguir o J.Alberto 2009 é impressionante e o ícone Bodega Noemía 2009 (malbec) faz jus ao seu nome, misturando concentração e finesse. O Noemía 2 talvez seja ainda melhor: um cabernet/merlot produzido somente em safras excepcionais.
Com a Condessa Noemi Marone Cinzano (Bodegas Noemia)
e seus belíssimos vinhos
Continuando em vinícolas tops da América latina, a chilena ERRAZURIZ, do Eduardo Chadwick, premiado produtor de vinhos que ganharam às cegas dos maiores rótulos franceses e italianos. A linha premium Max Reserva tem fantástica qualidade e seus super-premium são world-class: The Blend 2008, La Cumbre  (1° Shiraz produzido no Chile) 2006, Kai Carmenère 2008 e o ícone Don Maximiano Founder’s Reserve 2007 impressionam um mais que o outro por intensidade e potência aliados à elegância. Fechando com um Late Harvest Sauvignon Blanc 2010, vinho de sobremesa de muito equilíbrio.

Os extraordinarios vinhos da Errazuriz
Indo para os meus conterrâneos italianos. Começando por uma das minhas vinícolas preferidas: ARGIOLAS, da região de Sardenha. Seus vinhos de castas autóctones são deliciosos, unindo sabor aos taninos sempre vivos, com toques diferenciados e exóticos. Os brancos S'Elegas 2011 (elaborado com a casta Nuragus) é leve e refrescante; o Vermentino Costamolino 2011 tem uma marcha a mais, e o Cerdeña 2007 (o único que ainda não conhecia) é sensacional. Os tintos são cheios de especiarias e com taninos vivos. Mais saborosos e frutados os premiums Perdera (produzido com a casta Monica) e o Costera 2009 (Cannonau), um dos meus favoritos ever. Mais sérios e austeros os super-premium Korem Isola dei Nuraghi 2006 e o ícone Turriga Isola dei Nuraghi 2005, um dos melhores vinhos da Itália inteira. E o passito Angialis 2006? Espetacular por equilíbrio e sabor.

Grande Antonio Argiolas
E seus incríveis vinhos
A seguir  FONTODI, com seu bom Chianti Classico 2008, o Riserva Vigna del Sorbo 2006 e o badalado (mais de uma vez no top10 da Wine Spectator) Flaccianello della Pieve 2007.

ARGIANO, famosa propriedade toscana, já pertencente à acima Condessa Noemi Cinzano, recentemente adquirida por um grupo de brasileiros (!). Os vinhos continuam ótimos: os clássicos Rosso e Brunello di Montalcino e os modernos Non Confunditur, Solengo e Suolo, supertoscanos de classe.

A neo-brasileira Argiano
Sempre da Toscana, um dos best-sellers da região: PICCINI. Seu Chianti “orange” é um sucesso internacional. Bom também o supertoscano Sasso al Poggio. A novidade Memoro é um vinho comemorativo dos 150 anos da unidade da Itália, por isso decidiram usar um corte de uvas procedentes de 4 regiões: primitivo da Puglia (parcialmente passificado, estilo Amarone), Montepulciano de Abruzzo, Nero D'Avola da Sicília e Merlot do Veneto. Isto para o Rosso (tinto), vinhão marcante em estilo moderno (extração/concentração/fruta/maciez), mas bastante saboroso. O Memoro Bianco tem a mesma proposta e o corte traz Viognier da Sicília, Chardonnay do Trentino, Vermentino da Toscana e Pecorino de Marche.



Interessantes os vinhos de CONTE D´ATTIMIS-MANIAGO (que ainda não conhecia), da região de Friuli. Refosco dal Penducolo Rosso e Schioppettino são ótimas pedidas, assim como o original Vignaricco (corte de Cabernet, Merlot e Schioppettino). Mas os brancos deixam a marca ainda mais. O Sauvignon e o Friulano (antigamente Tokaji Friulano) são frescos e aromáticos. O Ronco Brolio 2007, talvez o melhor branco do evento, é um corte de Pinot Blanc e Friulano, profundo, complexo e elegante.

O Ronco Brolio 2007, talvez o melhor branco do evento
Ainda teve espaço para uns bons franceses: os Châteauneuf-du-Pape (blanc e rouge) 2010 do CLOS DE L'ORATOIRE e os bons tintos do Rhone de OGIER, sobretudo o Gigondas Duc de Mayreuil 2010. O Crozes Hermitage Comte De Raybois 2009 e o Côte Rôtie Cardinal Saint Ange 2009.



Citação de mérito para o Falanghina e o Don Luigi de DI MAJO NORANTE, da região de Molise e um bom Arneis e um belo Barbaresco do produtor BERA (Piemonte).

Os vinhos de Bera
Ainda os ótimos brancos da Alemanha da SELBACH-OSTER, na beira do rio Mosel. Todos rieslings através das típicas denominações: Trocken, Halbtrocken, Kabinett, Spatlese e Auslese (de secos a doces).

Os r

Pra terminar, BOUTARI, a maior vinícola da Grécia. Seus vinhos de castas autóctones, são bastante originais: o Nemea e o Agiorgitiko e o clássico Naoussa (Xynomavro) e o único que leva uma casta internacional, o Skalani (50% Syrah e 50% Kotsifali).



 O Vini Vinci volta em 2015. 





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