quarta-feira, 29 de maio de 2013

Degustação José Maria da Fonseca


Como antecipado nesta matéria, durante o evento Essência do Vinho, fui convidado também a participar da degustação especial da vinícola José Maria da Fonseca. Provamos 16 vinhos apresentados pelo próprio produtor, Antonio Soares Franco.
Todos bons vinhos, a partir da sempre honesta linha Periquita (descobri que é o rótulo de vinho mais antigo de Portugal, datando o ano de 1850), best-seller a base de Castelão (mais outras), tinto e branco, Periquita Reseva e Periquita Superyor, esta última ainda não importada no Brasil.

Muito interessante a linha José de Souza, do Alentejo, a base de uma casta não muito conhecida, a Grand Noir, fermentada em ânfora e maturada em carvalho. O básico que leva o mesmo nome no rótulo foi pra mim o vinho de melhor relação preço/prazer (cerca de R$60). O Mayor é um nível acima: feito à moda mais antiga ainda, pois é pisado com pés e tem mais tempo de maturação em ânforas e barricas, mas custa o dobro.

A seguir a linha do Douro. O Domini e o Domini Plus. Este último foi o meu favorito do inteiro painel. Muito saboroso, mas sem exageros, um corte equilibrado de Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. A única taça que deixei vazia.

Fechando, o Hexagon, top da casa. Blend de 6 uvas sendo Touriga Nacional, Touriga Franca, Trincadeira, Syrah, Tannat e Petit Cão. O vinho é impressionante, mas talvez ainda jovem demais (provamos um 2008): os aromas andavam ainda um pouco fechados e os taninos durinhos; de qualquer forma um grande tinto.


Ainda teve espaço para Moscatel de Setúbal, sendo o Alambre o destaque. 



Photo courtesy of Ana e Alexandre Follador (Idas e Vinhas)


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