quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Provei o 4° melhor vinho do mundo e nem sabia...


A classificação dos 100 melhores vinhos do mundo de 2012 da famosa revista Wine Spectator vocês vão encontrar em qualquer outro blog de vinho, pessoalmente já falei muito a respeito destas famigeradas listas e atribuições de notas, e quem acompanha o MondoVinho já conhece minha opinião (resumidamente: não estou nem aí, basicamente é muita politicagem e marketing - leia mais aqui).
Tanto é que recentemente tomei o vinho que se classificou em 4° lugar e nem imaginava que poderia ser isto tudo na opinião dos queridos críticos americanos.
Degustei o Châteauneuf-du-Pape Clos des Papes 2010 no mês passado em Paris, na famosa loja Lavinia, verdadeiro mega-store de vinhos. Era um dos vinhos em degustação em taça nas maquinas Enomatic, no caso, adquiri um crédito de 30,00 euros e degustei 4 vinhos:


- Vosne-Romanée "Les Champs Perdrix” 2010 Bruno Clair
- Château Batailley 2000 (Grand Cru Classé - Pauillac)
- Château Branaire-Ducru 2006 (Grand Cru Classé -  Saint-Julien)
Châteauneuf-du-Pape Clos des Papes 2010 (mesma safra da lista).

Para falar toda a verdade este Châteauneuf foi o que mais gostei do painel, mas longe de valer 98 pontos (sim, a WS deu 98!) e classificá-lo como o 4° melhor vinho do mundo!
De qualquer forma, um ótimo tinto, com toda a tipicidade da denominação: fruta negra abundante, apimentado, profundo e longo. Basicamente um grenache (80%) completado por syrah and mourvèdre.

O segundo meu favorito deste painel foi o Vosne-Romané do Bruno Clair, elegantíssimo. Este vinhedo (Les Champs Perdrix) fica logo abaixo do cultuado La Tache do Romanée Conti. Com certeza foi um dos mais diferentes pinots borgonheses já provados, com notas muito minerais e toque defumado, com toda a delicadeza da casta.


Já os dois Bordeaux, embora ambos Grand Cru Classe, foram os mais “decepcionantes”. Notar que coloquei a palavra entre aspas, pois trata-se de dois excelentes vinhos, mas que não me marcaram particularmente. Com os clássicos cortes de cabernet sauvignon, merlot e cabernet franc (com pitadas de petit verdot), o Château Batailley mais profundo e maduro, o Branaire-Ducru mais elegante e um pouco mais duro, os dois com ótima acidez e taninos finíssimos, com aquelas notas terrosas e de tabaco típicas da região.



Acabo de descobrir que o Clos des Papes 2005 foi até o 1° da lista da Wine Spectator em 2007 (oh, my God...), aí vai minha dica de sempre: não compre vinhos pelas notas, vai pagar mais caro e correr o risco de se decepcionar bastante.

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