terça-feira, 21 de abril de 2015

Os destaques da World Wine Experience França

Esta semana participei da World Wine Experience Franca a convite da importadora. No Rio o evento aconteceu num lugar bonito e encantador: o último andar (26°) do hotel Marina Palace, com vista espetacular para a praia de Leblon e Ipanema de um lado e Lagoa Rodrigo de Freitas do outro. A quantidade de pessoas bem proporcional ao espaço e um buffet farto e variado contribuíram para que o evento fluísse de maneira ideal.

Esta edição de 2015 da WWE  foi dedicada exclusivamente ao catálogo de vinhos franceses da importadora, e como previsto, tinha coisas bem interessantes. Vamos ver os meus destaques? Segue a lista dos vinhos que mais me marcaram (mas não na ordem de preferência)

- O Champagnes Brut Reserve de Billecart-Salmon, tostado e cremoso.



- O sensacional Touraine “Le Bouisson Poilleux” do Clos du Tue Boeuf, um sauvignon blanc do Vale de Loir em estilo orange, macerado e fermentado com as cascas.



- Os alsacianos de Hugel & Fils, especialmente a aromaticidade do Gewurztraminer 2007 e a profundeza do Riesling 2005.




- O Vosne-Romanée 2007 do Dominique Laurent, os mais delicado, mas ao mesmo tempo mais complexo da linha.

- Os 3 belos rosés da Provence do Chateau Roubine, especialmente o Inspire 2013



- Dos excelentes vinhos naturais de Catherine & Pierre Breton já falamos recentemente (veja aqui)

- O Chablis Grand Cru “Les Blanchots” 2006 do Domaine Laroche em garrafa magnum, que com 9 anos de vida mostrou ainda a exuberância da fruta misturada a umas notas de evolução que o tornaram ainda mais complexo.



- Os Chateaneuf-du-Pape da Família Perrin são certamente entre os mais emblemáticos da região, especialmente o Chateau Beaucastel. O 2008 estava impecável.



- Chateau Carignan é um velho conhecido, sempre bom, mas achei interessante seu Rosé 2013 L’Orangerie de Carignan que não tinha ainda provado. 


- Amiral de Beychevelle 2008, segundo vinho do homônimo Chateau, grand cru classé de Saint Juilen, bem complexo e estruturado.


- Chateau du Cèdre, com seus malbecs “originais” de  Cahors (a casta lá é chamada também de auxerrois), sendo o mais básico Chaton du Cédre 2009 pra mim o mais equilibrado da linha.


- Mas, com todo respeito a os acima citados, um produtor estava definitivamente fora da curva: Philippe Pacalet. Seus pinots das denominações clássicas de Chambolle-Musigny, Nuits-Saint-George, Gevrey Chambertin e Pommard de safra 2008 e 2009 (embora nem estejamos falando dos premier ou grand crus) estavam disparados em outro patamar, assim como seu Mersault. Vinhos naturais - de cultivo orgânico e biodinâmico, leveduras selvagens e sem adição de sulfitos - que expressam pureza e finesse raras até na própria Borgonha.




Merci World Wine et à bientôt ! 

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