quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

As 15 "profecias" do Robert Parker para 2014 - umas contestáveis, outras... também

“Muita” e “pouco” são os adjetivos do meu começo de ano em sentido blogger: “muita” preguiça e “pouco” tempo para escrever. Adicione alguns probleminhas técnicos no template do blog e o resultado é que não posto nada desde o ano passado!
Pior que, neste comecinho, enquanto ocupado em ler as previsões astrológicas do meu 2014 nos aspectos econômico/sentimental/sexual, quase deixo passar batidas as profecias do nosso querido Robert Parker! Notar que escrevi “profecias” e não “previsões”, mas talvez devesse ter dito “tentativas de influenciar o mercado embora a credibilidade esteja muito caída”. Enfim, o Bobby olhou na bola de vidro e twittou as suas 15 “previsões”: é nosso dever sacanear reportar e avaliar aqui as ideais do Advogado do Vinho. 

15)  Prosecco e Cava vão corroer lucro e glamour ao Champagne

De fato os preços de Cava e Prosecco já subiram. Esta não é exatamente a minha idéia de “corroer” os lucros.

14) Vans e caminhões que vendem comida de rua asiática, sul-americana e coreana começarão a oferecer vinho também.

E talvez vão ter também o sommelier a bordo? Sabe, é preciso para harmonizar taco e quesadilhas.

13) Bistrôs e cantinas de alta qualidades irão cada vez mais permitir que o cliente leve sua própria garrafa, em resposta aos altos preços e margens de lucro praticados por outros restaurantes

Sim, beleza, mas pra que serve permitir que eu leve a minha garrafa e depois me cobrar 90 Reais pela taxa de rolha? Aí tanto vale pegar um vinho da carta!

12) As adegas do Médio-Atlântico e do Leste em geral serão preferidas pelos consumidores, graças a um ótimo 2012. Os consumidores sempre procuram novas emoções.

Estamos falando de Estados Unidos, of course my baby.

11) Os blogueiros de vinhos continuarão a queixar-se de não ser capazes de rentabilizar seus sites e ganhar respeito e credibilidade.

Muito gentil deu sua parte, Mr. Parker. Mas será que o querido esteja um pouco chateado com os blogueiros por causa daquela historinha revelada pelo blogger Jim Budd, que fez que a Wine Advocate perdesse credibilidade? 

10) O governo finalmente vai tornar obrigatória a indicação de ingredientes e calorias nos rótulos de vinho. 

Acho difícil, sobretudo devido à força das lobbies. E também, entre nós, como ficaria o tamanho do rótulos para conter somente os 70 aditivos permitidos por lei?

 9) O sistema de conservação Coravin vai mudar profundamente a maneira de tomar vinhos raros e preciosidades de produção limitada.

Só se for em restaurantes e wine-bar, pois o apetrecho é caro.... aqui no Brasil deve chegar entre 2-3mil Reais (sempre se chegar!), argônio não incluído. Dinheiro suficiente para eu deixar oxidar muitas boas garrafas sem pena.

8) As fraudes sobre vinho falsificado vão atingir as grandes casas de leilões que fingiram não saber de nada.

Na verdade deveriam atingir também as vinícolas, pois o processo ao Rudy Kurniawan deixa supor que muitas vinícolas francesas fizeram vista grossa. 

7) O vinho vai se tornar menos elitista e mais popular, até acabar com os insuportáveis enochatos.

Ou seja, Bob, você vai parar de avaliar somente vinhos acima de 200 dólares e beber o Reservado da vida? Siiiim, eu acredito...

6) Os amantes da Pinot Noir vão ficar loucos com os pinots 2012 do Oregon e com os 2012-2013 da Califórnia.

O que mais tem nos mercados mundiais é pinot de Oregon e Califórnia, não é? Tentativa de impulsionar a venda destes produtos caros e poucos conhecidos.

5) Espanha, sul da Itália e França vão dominar o mercado de vinhos de alta qualidade abaixo dos 20 dólares.

Concordo somente para a Espanha. Sul da Itália continua um mistério e França um enigma insolúvel para muitos. Chile, Argentina, África do Sul (mas também a mais badalada Itália do norte) vendem mais fácil nesta faixa de preço.

4) A Argentina continuará distinguindo-se por seus excelentes Malbecs e Torrontés.

Nossa, esta foi uma verdadeira descoberta que ninguém imaginava...!

3) O golpe dos vinhos “naturais” ou “autênticos” será exposto como uma fraude (a maioria dos vinhos sérios não tem aditivos).

Esta é a previsão mais “obscura”, que gerou um monte de tópicos na rede. Realmente não da pra entender (se alguém entendeu, por favor, me explique!). Antes o advogado acusa de fraude uma categoria de vinhos (naturais) e depois absolve a grande maioria dos vinhos sérios? E, digamos, o Romanée Conti - justo para citar um casualmente - pertenceria a qual categoria? Natural ou sério? Bobby, ma per favore!

2) A Califórnia obterá grandes lucros das duas grandes safras, em qualidade e quantidade, de 2012 e 2013.

Mas não tinha já dito isto de uma forma mais sutil antes?

1) Maior resistência aos vinhos caros da Europa de safras medíocres como 2011, 2012 3 2013.

“...and greetings from California!”











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