quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Harmonizando vinho e música


Desta vez o WineBar lançou um desafio nada fácil, mas ao mesmo tempo estimulante. Numa iniciativa conjunta com a Wines of Argentina, os “eleitos” receberam a “missão” de harmonizar vinho e música. Mais precisamente, recebemos duas diferentes garrafas de vinho - argentino, obviamente - e uma lista de músicas - mais de 100 - selecionadas pelo wine-blogger e músico Mauricio Tagliari, para brincar e acertar uma trilha sonora do vinho degustado (ou uma trilha gustativa do som escutado).

Eu recebi dois brancos, sendo um tranqüilo e um espumante.

O primeiro foi o Elsa Bianchi Torrontés 2012. Um vinho jovial, perfeito para aperitivos, refrescante e gostoso. Ideal para dias de verão, este é o clássico branco para beira de piscina. Na verdade, pessoalmente, mais que piscina me remeteu logo à praia. Seu baixo teor alcoólico e alta acidez o tornam companheiro perfeito para dias ensolarados e brisa marina batendo no rosto. Perfeito tanto nos baldes de gelo e taças de cristal dos decks das praias mais badaladas do mundo, quanto em um estilo mais simples tipo cadeirinha, copo plástico e bolsa térmica. Então vai um som que acompanha bem as duas situações: uma música bem brasileira, ma que se tornou sucesso internacional: “Já sei namorar” dos Tribalistas. Música festiva, mas com um toque de doçura, que anda de mãos dadas com o açúcar residual da própria Torrontés. Inclusive esta era a música mais tocada nas praias na primeira vez que vim ao Brasil, então pra mim tem até uma conotação afetiva especial.

O segundo vinho foi um espumante, o Finca La Célia La Consulta Brut. Um corte de Chardonnay e Semillion elaborado com método Charmat. Um espumante pra mim que fica no meio do caminho entre exuberante e elegante; nem tanto para comemorações, nem tanto para um evento de gala ou encontro romântico chic. É um vinho pra mim mais para juntar pessoas de uma forma descontraída, tipo uma reunião tranqüila entre amigos ou com os respectivos parceiros, sem outros pretextos a não ser o de ficar juntos. Por isso, eu imagino uma trilha de fundo macia e relaxante, e a minha escolhida é “Let’s stay together” do mítico Al Green. Muito soft, mas não chega a ser uma ballad de chorar, é quase um mid-tempo, que acaricia os ouvidos da mesma forma que as borbulhas acariciam o palato. E já somente o título é um resumo da idéia (de ficar juntos) que o vinho me passou, então let’s stay together!

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