quarta-feira, 3 de abril de 2013

Um equívoco que deu certo


A “vinícola” tem sede em Nova York e produz vinhos no Chile? Pois é, de fato a linha Oops é um projeto ligado a vinícola nenhuma, sendo apenas uma mera operação comercial. O vinho é encomendado e elaborado no Chile especialmente para o mercado norte-americano e estrangeiro em geral (mas é bem feito!)
Entre os investidores, Norman Schwartz e Richard L. Huber.
O primeiro, executivo de marketing de grandes marcas, por trás de brands como Diet Coke e Chivas Regal, entre outras. No setor vinícola cuida da marca Pernod Ricard e é um dos artífices do estrondoso sucesso da Yellow Tail (considerado o mais importante case de marketing, não somente pelo setor vinícola).
O segundo é um investidor em várias áreas de negócios, inclusive aqui no Brasil (a construtora Gafisa e a rede de supermercados G Barbosa, entre outros).
Os dois importam vinho nos EUA e decidiram se aliar para criar uma linha de vinhos especialmente pensada para agradar o consumidor americano.
O nome Oops brinca sobre o equívoco histórico merlot X carménere (veja aqui) e o rótulo explica um pouco desta história.
A linha produz 3 tintos com base em carménere e 2 brancos. Eu provei justamente um corte, nem tão comum, de carménere com merlot, de uvas procedentes de várias regiões chilenas de vários viticultores, e engarrafado nas adegas da Viña San Rafael. Matura 4 meses em carvalho. O vinho é jovem e moderno, com flores e fruta doce abundante, corpo médio-leve, taninos redondos, mas com uma boa acidez e até uma discreta complexidade. Lembra realmente mais um tinto californiano.
Enfim, um vinho feito mais com a cabeça que com o coração, mais na vinícola que no vinhedo, mas, por estes motivos, tecnicamente incontestável, e capaz de agradar todo mundo. Para quem não tem preconceitos contra vinho “corporativo”, pode ser considerado até um Bolso Esperto.

Custo médio: R$ 40,00 - importado pela Expand

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