quinta-feira, 26 de abril de 2012

Veja como foi o “Encontro de Vinhos Off”


Na última segunda feira fui para São Paulo para participar do Encontro de Vinhos Off, a convite dos organizadores Daniel Perches e Beto Duarte. O evento já tradicional em sampa, assim como acontece com as outras feiras do mundo, antecipa “em off” a feira Expovinis que começara o dia depois.
O "Encontro" se torna a cada vez mais imperdível, sendo já referencia tão para os profissionais do setor quanto para o consumidor final.
Mais uma vez tive a honra de participar do painel de jurados que elegeu às cegas os melhores 5 vinhos do evento. Como podem notar na foto acima, desta vez tivemos uns interessantes empates e o Top 5 se tornou Top 7. Vale ressaltar 2 californianos nos primeiros 2 lugares.
Como sempre o evento foi muito bem organizado, e além da grande quantidade e variedade de vinhos à disposição, tinha acompanhamento de pizzas, pães e uma gostosíssima degustação de queijos. E ainda entretenimento bem legal, com malabaristas e uma banda tocando música ao vivo.

Falando em vinhos, tinha vários velhos conhecidos, mas também bastantes novidades e lançamentos.

Velho Mundo:
O maior destaque pra mim foram os belíssimos vinhos da Áustria, com uvas bem diferentes como a blaufrankisch, a muller-thurgau e a mais famosa gruner-veltiner. A vinícola Preier, em particular, mostrou bastante consistência.

Ainda entre os vinhos mais exóticos provei o Enira Reserva: um tinto búlgaro, feito com uvas franceses, bem interessante.

De Portugal tivemos 2 produtores sensacionais do grupo do Douro Boys: Gloria Reynolds e Secret Spot, todos vinhos fantásticos.

Da Itália destaque para o Sagrantino de Montefalco da Cantina Fratelli Pardi, para o Brunello di Montalcino de Le Potazzine e o Barolo Vignarionda de Pira: um melhor que o outro, cada um, naturalmente, com sua tipicidade.

Da Espanha gostei dos tinto de La Calandria, vinhos de Navarra feitos exclusivamente com a casta Garnacha.

Novo Mundo:
Além dos californianos do top5 gostei bastante do Educated Guess, um suculento Cabernet Sauvignon de Napa Valley.

Do Chile gostei bastante dos vinhos de William Fevre, renomeado produtor da Borgonha, que em Alto Maipo produz uns chardonnays em estilo Chablis, muito interessantes; os tintos também são uma boa compra: seu Cabernet Sauvingon Chacai foi 6° colocado no Descorchados entre os melhores cabernet chilenos (batendo ícones como o Dom Melchor), sendo que custa bem menos que os primeiros 5. 

E ainda teve o tão falado vinho envelhecido com Meteorito!

Para Uruguay, o Abraixas da Domínio Cassis, um tannat rico e bem aveludado.

E para o Brasil, os belos espumantes de Adolfo Lona (destaque para o rosé Ouro e para o Nature, com zero açúcares totais.).

Terminando, tivemos o lançamento exclusivo do .Nero Gold da Domno, primeiro espumante brasileiro com casquinhas de ouro de 23K (comestível) em suspensão. Sinceramente podíamos viver bem também sem ele, mas talvez alguns eno-esnobes façam questão de ingerir metais preciosos.

Veja algumas fotos:









2 comentários:

  1. Mario,

    Começar a sexta-feira, que já é um por definição mais leve que os outros, vendo você elogiando vinho do novo mundo e sem falar nada do Parker, não tem preço! Rs, rs..

    Muito boas as dicas. O chileno, especialmente, vou procurar aqui em Florianópolis..

    Grande abraço,

    José Filipe

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    Respostas
    1. Parker quem? Ahaha, caro José Filipe, eu não tenho preconceitos, mas por um acaso o vinho chileno que elogiei é produzido por um francês...rsrsr

      Muito obrigado mais uma vez pela fidelidade e pelo seu comentário.

      Abraço!

      Excluir

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