terça-feira, 1 de julho de 2014

Tudo que você sabe sobre a Alsácia é falso

Você conhece profundamente os vinhos e as denominações da Alsácia? Bem, pode esquecer. Já se você conhece pouco ou nada, melhor! Pois tudo que sabemos sobre esta célebre região francesa praticamente já era. Em breve acontecerá uma verdadeira revolução nas denominações que vai levar a uma nova classificação, com Grand Cru e Premier Cru no modelo da Borgonha, e sobretudo com o desaparecimento do nome das uvas no rótulo. Uma mudança radical, numa região onde a casta varietal evidenciada na garrafa sempre foi um importante veículo de marketing. 
Portanto não encontraremos mais escrito riesling, gewürztraminer, pinot gris, muscat, pinot noir e pinot blanc nos melhores vinhos alsacianos. Já encontraremos Bergheim, Burg, Engelgarten, Rotenberg, denominações, vinhedos e terroirs que contam história e sabores a partir de um solo e de um clima.

Uma escolha que vai contra a idéia de vinhos produzidos no (ou para o) Novo Mundo, onde o nome da casta no rótulo ajuda os consumidores menos experientes a escolher com mais facilidade, mas que por outro lado evita comparações com as mesmas castas de paises diferentes (e até de qualidade similar) vendidos a preços mais acessíveis: não é difícil encontrar rieslings ou pinot gris de outros lugares do mundo, mas é impossível reproduzir solos e terroirs únicos, com as peculiares características.

Ademais, os vinhos alsacianos vinham perdendo certa identidade por causa da plantação mista de castas nos mesmos vinhedos, o que afeta o resultado final: também por isto agora se decidiu valorizar mais os vinhedos únicos mono-varietais.

Enfim, uma escolha que procura principalmente a aprovação do consumidor mais “evoluído”, mais competente, educado e apaixonado. Afinal 75% da produção (de 150 milhões de garrafas por ano) é destinado ao mercado interno e só o restante 25% para exportação. Ou seja, se trata de re-conquistar o próprio consumidor francês que estava preferindo vinhos de outras regiões.





2 comentários:

  1. Há já uns bons anos tive em negóios de ir a Lille e depoistinha de ir a Geneve . Não havia as Low costs e muito poucos voos pelo que tive de ir de carro . Anoiteceu comigo " "Route du Vin" e tive de parar para jantar numa estalagem e também tive de lá pernoitar e ainda bem porque o vinho era óptimo e assim adiei ter de me aborrecer com a policia de Suiça .

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    Respostas
    1. Bela historia, o vinho te salvou!
      Obrigado pelo seu comentário

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