quarta-feira, 7 de maio de 2014

Vinho amadeirado é uma questão...de nervos

Prepare-se, pois de agora em diante esta descoberta mudará totalmente...nada! Assim como todas as notícias resultantes da pesquisa cientifica relacionada a vinho. Mas não deixa de ser interessante.

Sabe aqueles aromas derivantes do envelhecimento em barricas de carvalho (chamados tecnicamente de “terciários”)? Tipicamente são aromas de madeira mesmo, mas também de couro, tabaco, café, amêndoa, baunilha, mentolado, etc. e normalmente é possível confirmar as mesmas sensações na boca. Pois bem, a pesquisa da vez nos informa que o que nos faz sentir o “barricado” não é nem o nariz nem o paladar, e sim um nervo, especificamente o trigêmeo.

A descoberta foi feita por um grupo de cientistas alemães da Ruhr-Universitata Bochum, que publicou o estudo na revista Chemical Senses. A experiência feita com pacientes com danos aos nervos ligados ao gosto e incapazes de sentir os 5 sabores básicos (doce, salgado, amargo, acido e umami), provou que eles conseguiam identificar aquele aroma de barrica na língua quando engoliam vinhos envelhecidos em carvalho. Já quando aos mesmos sujeitos os cientistas anestesiaram o nervo trigêmeo, o sabor de barrica desapareceu.

Ou seja, a experiência provou – além que os cientistas não tinham nada de melhor pra fazer – que o nervo trigêmeo até agora considerado ser responsável somente da percepção do calor e da temperatura, é também envolvido na degustação de vinhos maturados em carvalho. Na minha ignorante opinião cientifica isto pode não tem a ver com os aromas acima citados, mas sim com a textura.

Enfim, tudo isto não vai mudar em nada a sua vida, mas pelo menos confirma que, para aquele seu amigo enochato que só gosta de vinhos amadeirados, a solução é o neurologista mesmo.










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