quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Degustação de espumantes da Anna Spinato

Nesta semana participei de uma degustação de Proseccos da vinícola Anna Spinato, em companhia da própria produtora (gente finíssima), organizada pela importadora Global Wines em colaboração com a Câmara de Comercio Ítalo-Brasileira do Rio. O evento aconteceu no bonito salão do restaurante Margutta, no centro da cidade e os vinhos foram acompanhados por deliciosos petiscos da casa.

A vinícola é familiar, a produção artesanal e o cultivo quase totalmente orgânico. A Anna nos contou com muita paixão a história da família e dos vinhos da região do Veneto, especificamente da província de Treviso onde a vinícola é situada. Ela produz também vinhos tranqüilos (tintos e brancos), mas o ponto forte são os espumantes, e é justamente nestes produtos que o importador quer apostar.

Provamos 5 vinhos borbulhantes, e devo dizer que fiquei muito impressionado pela alta qualidade. A apresentação também é muito bonita com embalagens bem atraente (de moderna a clássica). Inútil lembrar que se falamos de Prosecco, estamos falando de uva Glera.

Começamos com o 4or Prosecco D.O.C. Extra-Dry. Sucesso internacional, é um espumante alegre e perfeito para qualquer ocasião, seja na praia ou numa comemoração. Seu rótulo com “sleeve” em estilo pop-lounge é certamente um valor agregado, que o transforma em um produto atraente para um público moderno e cool. Frutado (pêra e maça) e fresco, seu açúcar residual (presente, mas não elevado) o torna muito fácil de beber.


A seguir o Prosecco Superiore Extra Dry Valdobbiadene D.O.C.G. Mantendo as características de fundo do anterior, mas mais complexo e elegante. Os aromas vão mais para melão e abacaxi, menos doce e com mais acidez que o outro, e com uma perlage mais fina.



Depois veio o Prosecco Superiore Brut Valdobbiadene D.O.C.G, Certamente o mais refinado do painel. Mais floral e com fruta cítrica, a levedura remete a aromas de panificação e tostado.



Continuando com o Rosé Espumante Extra Dry. O único sem uma denominação de origem especificada, mas muito interessante. Corte de Raboso (uva autóctone) e Pinot Noir, mostrou muita flor (especialmente rosas) no nariz, já na boca o destaque vai para a abundante fruta vermelha, tipo cereja e groselha.



Finalizando – em off – com o Prosecco Brut Orgânico. Digo “em off” pois o vinho ainda não está disponível no Brasil, degustamos umas amostras em primeira mão. Achei ótimo: por ser orgânico certamente perde um pouco de finesse e elegância, mas o complexo aromático e gustativo não ficou prejudicado: pelo contrário, as características principais foram todas mantidas. A meu modo de ver, o leve toque de rusticidade acrescentou um valor original e distintivo bem legal.


Também em primeira mão pudemos admirar a arte realizada para a edição limitada do rótulo do 4or em ocasião da Copa do Mundo de futebol 2014, veja que bacana. 


 Anna e eu



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