segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As 10 maiores tendencias vínicas da década passada


Olhar para trás nem sempre é tão fácil, menos ainda identificar as 10 maiores tendências do mundo do vinho da década passada, mas a revista The Drink Business acertou em cheio. A partir do debate sobre rolhas até o fenômeno China os maiores trends estão mais o menos todos aí. Vamos ver em contagem regressiva.

10) Os Pinots
A casta francesa conquista o décimo lugar e os terroirs de metade do planeta. De Nova Zelândia aos EUA, passando pelo pinot grigio italiano, não há vinícola que não tenha pelo menos tentado vinificar a caprichosa pinot. Por que? Simples: ter um estilo Borgonha em catalogo faz muito chique, cúmplice, entre outros, o film Sideways que em 2004 "decretou" sua definitiva superioridade sobre a prima Merlot.

9) A guerra contra o álcool
Aumenta o consumo de bebidas alcoólicas e começa a guerra contra o álcool; mas nesta luta somente uma coisa está certa: ninguém demonstra sequer um mínimo de lucidez, nem os a favor, nem os contra – as associações ou os políticos que a apóiam as respectivas idéias. Quem perde primeiro são os produtores.

8) Cortiça, metal, plástico
A rolha clássica vai se tornando mercadoria cada vez mais rara, mas as alternativas têm resposta lenta nos mercados mundiais. A rolha em silicone não emplacou e a de rosca (screw-cap) faz torcer o nariz aos puristas. A de vidro parece uma alternativa bacana, mas quase ninguém parece ter percebido.

7) Os cult wines
Lentamente, mas implacavelmente, os grandes vinhos estão substituindo a Beyoncé nas revistas do mundo inteiro. Cada novo recorde batido nos leiloes desperta excitação e maravilha. Lafite é o mais disputado nos mercados asiáticos, mas os usuais Romanée Conti e Petrus continuam fortes.

6) O ambientalismo
Vinho orgânico, biológico, sustentável, natural, biodinâmico, etc. Enfim, limpo, justo e bom. Esperando que não seja uma tendência passageira.

5) Mais Premium
Um fenômeno que afetou principalmente o mercado dos super-alcoólicos. Um exemplo, em breve: os consumidores de vodca não se contentam mais do “o de sempre” e querem algo diferente, estando dispostos a pagar mais. Então lá vai grappa em barrica, seleção de rum impossível, e tequila envelhecida cem anos...

4) Borbulhas
Prosecco, what else? Em 2010 superou Champagne em volume nos mercados americanos e ingleses, mas em geral, devido também à facilidade de harmonização com qualquer prato, o fenômeno sparkling está literalmente “estourando” no mundo inteiro.
 
3) O ressurgimento dos rosés

Estão voltando de moda. Dos complexos e tradicionais de Provençe e Languedoc, aos mais leves white zinfandels californianos, passando por bons “rosatos” italianos. E, obviamente, também espumantes, de novo.

2) A China
Não tem competição: 300.000.000 novos ricos fariam tremer qualquer um, imagine o mundo do vinho. E ainda, meio século de comunismo cancelou nos chineses a idéia do luxo, e agora que eles finalmente têm cacife, querem “copiar” os europeios, considerados como mestres na refinada arte do savoir vivre.

1) Internet
A comunicação do vinho mudou e hoje tem na internet um dos maiores canais de divulgação e venda. Detalhe, sem esta revolução vocês não estariam lendo este artigo, nao é?

Esquecemos algo?

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