quarta-feira, 6 de junho de 2012

6 belos vinhos da Sicília


Recentemente participei de uma bela degustação de vinhos da siciliana Tasca d’Almerita, a convite do amigo Nicola Massa, representante da vinícola. A prova aconteceu na ABS Flamengo e contou com a participação do renomeado jornalista/crítico de vinho (e amigo) Alexandre Lalas.

A Tasca é uma das empresas de vinhos mais comentadas dos últimos tempos, tendo conseguido grande visibilidade e fama internacional, sobretudo ganhando o cobiçado título de Vinícola do Ano em 2011 pelo prestigiado guia do Gambero Rosso. A união de tradição (200 anos de experiência) e modernidade, junto com um território único, faz da casa realmente um must para o apreciador de bons vinhos.

A vinícola possui vinhedos em várias sub-regiões da ilha da Sicília, cada um com tipicidade própria; na ocasião provamos 6 rótulos, sendo 2 brancos, 3 tintos e um de sobremesa. 
Começamos com o best-seller da casa: o Regaleali Bianco 2010, Corte de Inzolia, Grecanico, Sauvignon Blanc e Catarratto. Considerado uma das melhores compras do mundo, é um clássico italiano para brancos despretensiosos, mas gostosos. É leve, frutado, equilibrado e muito agradável. Impossível não gostar (R$ 80,00).


O segundo branco foi o Nozze d’Oro 2009. O nome significa “bodas de ouro”, e foi lançado justamente em ocasião dos 50 anos de casamento dos donos da vinícola. Corte de 2 uvas, Inzolia e Sauvignon Blanc, é um branco já mais importante e complexo (com uma evidente lichia se destacando sobre os outros aromas frutados e florais), capaz de evoluir alguns anos a mais, mas que não perde em frescor e leveza (R$109,00).


A seguir, o tinto Sallier de la Tour Syrah 2009. A uva syrah se expressa na Sicília de maneira única, diferenciando-se dos syrahs franceses e do novo mundo que costumamos encontrar por aqui. O solo vulcânico realça ainda mais as especiarias típicas da casta e agrega uma natural acidez que privilegia um produto menos concentrado. Este exemplar, com parcial passagem em madeira de 2° e 3° uso não foge do estilo, confirmando um conjunto bem equilibrado (R$59,00).


O Regalelali Rosso 2009 foi um show. Nero d’Avola em pureza com estágio 50% em inox e 50% em grandes barris de Eslavônia . Aromas de mirtilo, ameixa, sálvia, chá preto, azeitonas e tabaco, boa presença de boca com uma textura macia, taninos finos, acidez na medida e final médio (R$ 80,00).


O Rosso del Conte 2005, corte de Nero d’Avola, Perricone e outras pequenas parcelas de uvas tintas, é o super-premium da casa. Um grande vinho, que já levou 93 pontos pelo Robertinho Parker e 3 bicchieri pelo Gambero Rosso. Matura por 18 meses em barricas francesas de 1° uso e é certamente um vinho capaz de agüentar bem o passar do tempo. No nariz cereja, alcaçuz, café, menta, canela e tabaco; na boca grande corpo, uma densa rede de taninos finos e maduros, boa acidez e madeira perfeitamente integrada (R$272,00).


Encerrando com um vinho branco de sobremesa, o Capofaro Malvasia 2008. Procedente da linda ilha de Salina do arquipélago das Eolie é um “passito” (produzido com uvas passificadas) de Malvasia. Em estilo Sauternes (aliás, uma válida alternativa a eles), sem excesso de doçura e muito frescor, apresentou notas de laranja, damasco e fruta cristalizada em geral. No palato um raro equilíbrio entre açúcar e acidez (R$ 175,00).


Importados pela Mistral, são rótulos excelentes, prejudicados talvez nestes dias de alta do dólar, por preços um pouco acima do esperado. Tendo que eleger um ganhador eu votaria no Regaleali Rosso, também em função da mágica junção de palavras “custo/beneficio”, mas de qualquer forma são todos vinhos que merecem ser provados.

4 comentários:

  1. Ótimo post, Mario - como sempre, dá vontade de beber todos eles ... Conheço e concordo amplamente com a avaliação sobre o Regaleali Rosso. Quanto aso demais, vou atrás, claro ...

    Observação - as barricas são da Eslovênia, não da "Eslavônia" ... risos ....

    Abraços !

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    1. Obrigado Nivaldo pelas gentis palavras de sempre. Os vinhos são realmente ótimos.

      Quanto às barricas, são da Eslavônia mesmo (uma região da Croácia), que de fato muitos confundem com Eslovênia (País).

      Grande abraço, meu amigo!

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  2. Veja só, e eu atribuindo o "Eslavônia" ao seu sotaque gringo ... risos ... Continuo aprendendo muito, aqui no seu blog !

    Abraços

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    1. Ehehe, que isso, meu amigo! Eu também aprendo no seu, então estamos quites! ;-)
      Grande abraço!

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