segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E se parássemos de uma vez os estudos sobre o vinho?

Já perceberam? Antigamente os melhores cientistas se preocupavam com pesquisas fundamentais que mudavam o caminho da humanidade. Por exemplo, os absorventes femininos e os travesseiros não são mais os mesmos depois que a Nasa começou a  investigar os materiais. Preferem falar de pasta de dentes e de como passamos do creme dental Kolynos ao Oral B pro-sensitive clinical protection whitening anti-bacteriano tartar-control? Bons tempos! Hoje, no entanto, todo mundo preocupado em analisar os efeitos do vinho na nossa psique, no nosso desempenho sexual e, e em penúltimo lugar (em ordem de chegada), nas nossas artérias: “o resveratrol combate ataque cardíacos, derrames e diabete”. Que novidade! Na minha casa ralamos o resveratrol no macarrão!

Muuuuito mais interessante, no entanto, os resultados de um estudo que analisa os efeitos da música durante as nossas provas de vinho, e aí, meus queridos, são dores de fígado! O que arrumaram desta vez os nossos amados cientistas? Seqüestraram 250 estudantes, os dividiram em 3 grupos e deram pra eles tomar umas taças de cabernet ou chardonnay. Enquanto os cobaias ficavam bêbados, música de fundo dividida por estilos e grupos. Os mais “sortudos” ficaram com Tchaikovsky, já os azarados com "Carmina Burana" de Orff e Michael Brook. Para os poucos sobreviventes foi pedido de descrever os vinhos e, (surprise!) eles correspondiam ao tipo de música escutada. Com os Carmina Burana, por exemplo, o vinho era potente e pesado (olha que original!), já o mesmo vinho degustado por quem escutou um clássico de Tchaikovsky se tornava misteriosamente sutil e refinado.
O resto do estudo aqui, mas os resultados falam claramente: a música influencia o gosto, então na próxima degustação, silêncio absoluto. Ou então tentem a harmonização Barolo-Calypso, depois me falem o resultado.

7 comentários:

  1. gostei... bem isso mesmo...

    cada estudo ridiculo

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  2. Eduardo,
    Obrigado pela leitura e pelo seu comentário.
    Abraço!

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  3. Olá !

    Já ouvi dizer de pessoas que degustaram o mesmo vinho em situações diferentes e sentiram sensações diferentes... de repente eu posso estar falando uma grande besteira... mas acredito que a música pode influenciar sim o seu "estado de espírito" e aí, de repente influenciar o seu paladar... isso pode acontecer com um prato ou até mesmo com uma bebida...

    Não discordo e nem concordo com estes cientístas, fico bem com um "pé atrás".... rs

    Adoro este site ! Parabéns !

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  4. Bárbara,
    Obrigado pelas palavras e por acompanhar o blog. É obvio que a situação influencia o paladar; sempre digo que o que torna um vinho inesquecível é o que está ao redor e não dentro da taça. Pessoalmente, por exemplo, os melhores vinhos que tomei na minha vida não são necessariamente os melhores em termos absolutos, mas são os que me remetem às melhores lembranças, em termos de lugares e companhia.
    Ou seja, os cientistas não descobriram nada. O meu artigo é uma provocação para incentivar a ciência a se preocupar com algo mais importante...
    Muito obrigado pelo seu comentário, fico muito feliz que goste do MondoVinho.
    Abraço!

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  5. Mario, o post é muito legal, mas melhor ainda é a sua resposta a um comentário aqui acima, com o qual eu evidentemente concordo integralmente : o que vale é o que está ao redor da taça, não o que está dentro.
    A frase é brilhante - se você me permite (sei que permite !) vou usá-la em breve lá no meu blog !

    Grande abraço

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  6. Que isso, Nivaldo! Mi casa es su casa, e mi frase es su frase...rsrrs. Não somente permito, mas fico feliz e orgulhoso que vai reutilizá-la.
    Valeu, forte abraço!

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  7. hahahah..."Barolo-Calypso" foi genial...Podiam fazer várias desse tipo...Brunello-Teló seria bem legal também!

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