domingo, 19 de outubro de 2014

Os tops da Concha Y Toro

Nesta semana participei do Cavist Tasting and Sale (a convite da assessoria de imprensa do evento), dedicado unicamente á Concha Y Toro. A vinícola dispensa qualquer apresentação: é a chilena mais conhecida e amada pelos brasileiros (e também mundo afora, sendo já avaliada como a 2° marca vinícola mais influente do planeta!). A degustação aconteceu no Cavist Bistrô de Ipanema e contou apenas com os vinhos tops da empresa: 10 rótulos para mostrar a força da Concha Y Toro*.

- Amélia Chardonnay 2012: talvez por ser um dos poucos rótulos que ainda não conhecia, mas devo dizer que este foi o vinho de todo o painel que mais me marcou. Um chardonnay do Vale de Casablanca, muito aromático e fresco. Apesar dos 12 meses em barrica francês o vinho é elegante, misturando notas de pêra, maça, fruta tropical e cítrica. Na boca é mineral, com bela acidez e um final que chama para mais um gole (R$ 212,00)



- Terrunyo Sauvignon Blanc 2012: de vinhedo único (Los Boldos), também de Casablanca, sobre este branco alguns comentaram que parecia estar tomando grama líquida. De fato as aromas herbáceos são bem fortes, juntos com abacaxi e maracujá. Na boca também a sensação vegetal é a que mais se destaca, com limão a seguir, e uma acidez muito alta, o que realmente torna o vinho não tão fácil de beber. Talvez acompanhando umas ostras frescas, a história seria diferente (R$ 138,00)



- Sanctuary Pinot Noir 2009: projeto da vinícola nos EUA, este pinot noir vem do Santa Maria Valley, Califórnia. É certamente um pinot atípico, bastante extraído na cor e concentrado no corpo, com estagio de 12 meses em carvalho. Apresentou notas terrosas e especiarias, sensação repetida no nariz e na boca. Um tanto rústico, precisa de um bom tempo de areação para amaciar (R$ 275,00)



- Terrunyo Carmenere 2010: este vinho seja talvez a melhor compra de todo o catalogue da Concha Y Toro pela relação preço/qualidade. As uvas vêm do mesmo vinhedo que produz o top da casa Carmin de Peumo, no vale de Cachapoal. Mesmo quem não curte muito carmenere (é o meu caso também) vai gostar. No nariz logo chama atenção um chocolate, seguido de baunilha, charutos e couro. O típico pimentão que chega a incomodar os demais é apenas um sopro. Na boca é macio e aveludado, com taninos doces e sensações defumadas (17 meses em barricas). Gostaria que tivesse um pouco mais de acidez, mas não pode se ter tudo, né? (R$ 219,00)



- Terrunyo Cabernet Sauvignon 2010: no mesmo patamar do anterior, talvez um pouco mais elegante. As uvas vem de um vinhedo velho (Pirque) no Valle del Maipo e o mosto matura por 18 meses em carvalho prevalentemente novo. Fruta silvestre abundante com notas ferrosas. Potente e estruturado, um pouco durinho, também se beneficiaria de uma boa decantada (R$ 219,00)



- Terrunyo Syrah 2007: procedente do Vale de Casablanca, leva uma pitada de Cabernet Sauvignon no corte. 20 meses em barrica. Igualmente potente e concentrado, com aromas de cacau, café, ameixas, anis, e pimenta. No nariz é volumoso, com boa estrutura e taninos finos e macios. Final amadeirado (R$ 219,00)



- Trivento Eolo 2010: marcando presença também na Argentina este malbec mendoncino (Luján de Cuyo) é certamente mais elegante que muitos dos seus colegas, mas todos achamos um pouco caro. De qualquer forma muito bom. Justa concentração, com belo bouquet floral e frutado. Na boca é sedoso, com notas de baunilha e caramelo. Taninos maduros e boa acidez. Um vinho equilibrado, apesar de seus 15,5% de álcool ( R$ 399,00)


- Gravas del Maipo 2009: Syrah do vinhedo Pirque, com 9% de Cabernet Sauvignon, maturado por 17 meses em barrica francês. Bastante concentrado e extraído, tem um nariz intenso de cassis, com tabaco e especiarias. No palato é denso, carnudo e macio, com taninos redondos e doces. Para os amantes do syrahzão. Porém caríssimo (R$ 698,00)


- Dom Melchor 2009: embora exista um outro vinho top acima, este é considerado o ícone da vinícola e o mais internacional. Varietal de Cabernet Sauvignon com uma borrifada de Cabernet Franc de uvas de Puente Alto. Ao meu ver foi o mais elegante e equilibrado de todo o painel. Amoras, café, anis e terra molhada, não é tão encorpado, embora o volume preencha a boca com uma textura aveludada. Acidez muito boa, taninos finíssimos e madeira bem integrada (15 meses em carvalho francês) completam um quadro que deixa uma excelente persistência (R$ 449,00). Vinho de guarda.


- Carmin de Peumo 2009: vinho top da casa e por muitos considerado como o melhor carmenere do mundo. Tem pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon e Franc, sendo todas as uvas procedentes dos melhores vinhedos da vinícola. (Peumo, Pirque Vejo e Puente Alto). Concentrado e com aromas de violeta e amarena é um vinho que preza a doçura da fruta mais que acidez e tanino, tanto no ataque quanto no final de boca. Mastigável, tem grande estrutura e maciez (R$ 698,00).





* Preços de tabela

6 comentários:

  1. Acredito que o grande problema da CYT hoje é justamente o preço dos seus vinhos. Talvez esteja imperando um conceito de grife na hora de precificar a coisa. Um exenplo disso é voce fazer uma visita a vinicola e pagar o mesmo preço do freeshop. Considero atualmente a linha Marques de Casa Concha a melhor opção em qualidade e principalmente $$$. Att. Fábio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fábio concordo plenamente com sua avaliação. O problema é que, sobretudo no Brasil, tem muita gente disposta a pagar e o resultado é o aumento do preço...
      Abraço e obrigado pela visita!

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    3. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    4. Inclusive, há poucos dias, estivemos lá e acabamos não comprando nada em sua loja própria, mas comprando os vinhos CyT no mercado, onde há promoções e preços melhores que na viña e nos Freeshops... Já não é o caso da maravilhosa viña Santa Rita, que além de ter preços um pouco melhores (mas também não é uma enorme diferença...) que os do comércio em Santiago, tem certos rótulos mais difíceis de serem encontrados, inclusive rótulo sem venda fora do Chile. A viña em si, no caso da CyT, é bem, bem, bem, bem comercial mesmo, bem "turistona", mas ainda assim considero que valha à pena ir, como sendo a primeira a ser visitada; depois visitando outra, engrandecerá muito a percepção, o conhecimento propriamente dito, as experiências... Recomendo, como experiência. O ambiente de algumas viñas é realmente maravilhoso, totalmente europeu... É como se estivesse na toscana, sem tirar, nem pôr... Mas, à meu ver, não é nem de longe o caso da CyT... E gosto dos vinhos deles, consumimos, mas o que vocês comentaram aqui é totalmente a realidade atualíssima, tudo é oferta e procura... Saludos! Miguel.

      Excluir
    5. Miguel muito obrigado pelo seu testemunho!

      Excluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...