quarta-feira, 9 de abril de 2014

Vinhos Brazukas na Confraria!

Na última reunião da nossa Confraria Gran Reserva o tema foi vinho nacional até R$150 (às cegas) e foi bem interessante.
A coisa simpática foi que o Rota 324, belíssimo cabernet da vinícola Don Abel foi vetado, principalmente para evitar vinhos repetidos, pois já tínhamos tomado algumas vezes e como todo nós gostamos, teria sido com certeza a escolha de muitos confrades (e ainda provavelmente teria levado a melhor); mesmo assim as chances de ter duplicados eram altas, mas foi surpreendente constatar no final que não apareceu nenhum vinho repetido; tivemos só um caso menor: 2 mesmos rótulos, mas de safras diferentes.
A degustação aconteceu às cegas, menos que para o branco de abertura, que foi o Era dos Ventos Peverella 2010, talvez o melhor branco brasileiro da atualidade (mais para orange wine).

A seguir os tintos, degustados nesta seqüência:

- Villa Francioni VF 2006
- Salton Desejo 2008
- Lido Carraro Quorum 2004
- Lido Carraro Quorum 2006
- Casa Perini Quatro 2009
- Era dos Ventos Merlot 2008
- Miolo Lote 43 2011
- Casa Valduga Storia 2008
- Casa Valduga Raizes Gran Corte 2010

E este último da lista foi o ganhador da noite. Olha que interessante: fala-se muito da merlot ser a casta que melhor se adapta ao terroir brasileiro, mas curiosamente o Raizes é o único de todo o painel que não contem merlot em seu corte, sendo um blend de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat.

Só pela crônica: de qualquer forma não foi este o vinho que eu votei: o que mais gostei foi o Era dos Ventos Merlot, por suas cara mais européia, num estilo mais clássico e uma leve e agradável rústicidade. E foi o vinho que se colocou em 2° lugar.
O 3° colocado do pódio foi o Casa Perini Quatro, um corte inusitado de Ancellotta, Cabernet Sauvignon, Merlot e  Tannat, resultando num tinto muito interessante embora de estilo moderno.

De qualquer forma devemos admitir que os vinhos brazukas melhoram safra após safra e que está na hora de deixar o preconceito do lado. Aliás, vou até admitir que hoje em dia eu prefiro um bom brasileiro a um equivalente argentino ou chileno, de modo geral. Pois, enquanto os vinhos dos 2 vizinhos tendem a parecer um com o outro seguindo os ditames e as prescrições de Parker e Cia, os vinhos nacionais (não todos, é claro) têm certa identidade própria; podem até ter umas imperfeições, mas respeitam e trazem o que de melhor a terra tem a oferecer. 



5 comentários:

  1. Essa confraria foi realmente muito interessante. E temos outros nacionais mais baratos que podiam estar brigando com esses. Cito o Milantino e o Vallontano com suas variedades de vinhos, especialmente Merlot e Corte que poderiam estar na disputa. Vamos na próxima de Bordeaux na confraria Gran Reserva e com direito à volta do Confrade Martins.

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  2. Prezado, qual foi a ordem de classificação?

    abraços

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    Respostas
    1. Caro Pedro,
      Geralmente calculamos somente os primeiros 3 mais votados. Neste caso o pódio foi:
      1°- Casa Valduga Raizes Gran Corte 2010
      2°- Era dos Ventos Merlot 2008
      3°- Casa Perini Quatro 2009

      Obrigado pela visita!
      Abs

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