sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Confira como foi o Zahil Saber Viver

Como anunciado, semana passada foi a vez do Zahil Saber Viver. No Rio o show room de vinhos aconteceu nos salões do celebérrimo Copacabana Palace. A organização perfeita e a limitada quantidade de convidados fizeram que o evento se tornasse muito agradável mesmo. Uma farta mesa de antepastos gostosos e ainda os garçons circulando pela sala com pratos quentes complementaram excelentemente os rótulos degustados. Mas o entusiasmo de poder circular livremente pelas mesas sem as multidões de taça erguida foi reduzido pela ausência dos produtores e também de muitos dos rótulos tops da importadora. De qualquer forma o evento foi bem arranjado e a falta dos produtores foi compensada com uma divisão dos rótulos em ilhas temáticas (por País ou por tipologia de vinho).
Seguem os meus destaques.



A recepção do evento antes do começo

Arrumando o buffet

Entre os espumantes o brasileiríssimo Brut do Don Abel e o impecável Drappier Carte d’Or (talvez o Champagne que tenho mais bebido na minha vida).

Espumantes

Dos vinhos da minha terra itálica Tenute Rubino mostrou um Primitivo diferente (por não ter muito corpo e extração de cor e, sobretudo baixo teor alcoólico pela denominação: 13%); Boa compra é o alegre Silice da toscana Sangervasio (R$61). Destaque absoluto para Altesino com seu Rosso (R113) e Brunello di Montalcino, grandioso (talvez o melhor do evento, mas a little expensive: R$400).


Os conterrâneos 
Indo para a França: dos brancos um Bordeaux (notoriamente terra de tintos) se destacou sobre os brancos borgonheses: o “G” de Guiraud. Entre os tintos, uma boa compra é o Chateau de Mauves (R$95), já o ótimo Chateau Clarke (Cru Borgeoiuse de Listrac) requer um investimento maior (R$300) e o elegantíssimo Aloxe-Corton de Roux Père et Fils ainda mais (R$373,00). Mas dos franceses o que mais me impressionou foi um rosé (e olhe que eu não sou fã de rosé) delicado e complexo, o Château de Pibarnon, da prestigiada denominação de Bandol (Provence): o vinho é uma delícia, mas nada barato (R$230).

Bordeaux e Borgonha
O sensacional Chateau de Pibarnon
A importadora também possui uma boa representação de vinhos portugueses, entre eles o Duque de Viseu Tinto da Quinta dos Carvalhais (R$74) do Dão e o alentejano Herdade do Peso Colheita (R$116), mas o destaque vai para Casa Ferreirinha do Douro com seu Callabriga (R$197) e o excelente (e caro) Quinta da Leda (R$360).

Portugal
Da Espanha apreciei bastante o Aster Crianza da Ribera del Duero (R$180) e 2 vinhos da prestigiada La Rioja Alta: o Viña Alberdi Reserva (R$172) e o Viña Ardanza Reserva (R$295).

Do Chile destaque para a Aquitania, sobretudo o Chardonnay Sol do Sol (R$168) e o Cabernet sauvignon Lazuli (R$ 140); nota de mérito também para o excelente Sauvignon Blanc Cipreses da Casa Marin (R$175,00). Mas quanto ao Chile, a cena foi roubada inteiramente pelos vinhos da Clos Quebrada de Macul: o Alba de Domus (R$ 175), o Stella Aurea (R$247) e o Domus Áurea (R$ 332) são 3 cortes franceses de rara precisão e elegância. O último particularmente é sensacional e sua complexidade o deixa diferente em aroma e sabor a cada fungada e gole (veja aqui uma matéria especifica sobre este vinho).

Aquitania

Casa Marin e Volcanes de Chile

A Argentina também foi bem representada, principalmente pela Rutini: seu Merlot é bem interessante e o Antologia é um “malbecão” (com pequenas parcelas de petit verdot e syrah) no clássico estilo encorpado mendoncino; porém gostoso.

Rutini 

Ainda teve tempo para um bom Pinot Noir da Nova Zelândia, o da Framingham e os shiraz autralianos da D'Aremberg; um tinto do Líbano, o Chateau Kefraya e uma parceria franco-sulafricana Rupert & Rotschild, com tintos de cara bem bordales, mas definitivamente overpriced (o Baron Edmond, por exemplo, custa R$320!)

Líbano e Africa do Sul
Finalizando com um digno representante brasileiro,o já citado Don Abel. Ele produz pra mim um dos melhores vinhos do País, o Cabernet Sauvignon Rota 324 (honestos R$69), mas a linha reserva também garante satisfação, especialmente o Merlot (R$44); e se gosta de branco tem um belo Chardonnay (R$ 39).

O brasileiro Don Abel

O lindo salão do evento


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