quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Almoço queijos e vinhos franceses CNIEL. Espetáculo!



Convidado pelo CNIEL - Centro Interprofissional da Economia Leiteira da França, semana passada tive o privilégio de participar do almoço de imprensa “Queijos da França” evento de lançamento da campanha “Queijos saborosos – Momentos prazerosos”, voltada a popularizar ainda mais o consumo destas iguarias francesas, já de fato presentes nas mesas dos brasileiros.
O evento exclusivo para imprensa e para um seleto grupo de profissionais do setor, aconteceu no templo da gastronomia francesa no Rio (e talvez no Brasil inteiro), o restaurante Le Pré Catelan, e constou de 3 etapas: uma degustação de queijos, uma palestra / apresentação e um almoço especialmente elaborado pelas habilidosas mãos do chef Rolland Villard, verdadeira autoridade quando o assunto é alta gastronomia internacional.

A mesa de queijos, lindamente preparada e decorada, ofereceu verdadeiras delicias, umas já facilmente disponíveis em lojas e supermercados, outras que ainda vão chegar.
Velhos conhecidos como Brie, Camembert, Emmental se opuseram a Brillat Savarin, Grand Mogol (este dois os meus favoritos do dia), Comté, Cantal, Coulomiers, Gratte-Paille, Bleu d’Auvergne, entre outros. Acompanhados por paezinhos de vária natureza e pelo sempre impecável espumante nacional Cave Geisse Brut.

A seguir, fomos convidados a sentar ao longo da mesa do lindo salão, onde a Caroline Putnoki, da Sopexa, e Laurent Damiens, diretor da CNIEL nos apresentaram oficialmente a Entidade e os queijos. Descobrimos que na França existem mais de 300 diferentes tipos de queijos, ma que oficialmente são 44 de Denominação de Origem Protegida e 4 de Indicação Geográfica Protegida; mas tem muitos outros não classificados. Ao longo da conversa os contrastes das duas culturas foram evidentes: por exemplo, o Comté, pouco conhecido por aqui, é o queijo mais popular na França; também é interessante relevar que enquanto os brasileiros gostam das cascas frescas e branquinhas dos queijos moles, os franceses acham que quanto mais escura e mofada, tanto melhor; ou também lembrar que eles costumam comer queijo no final das refeições antes da sobremesa, já por aqui é servido frequentemente como entrada ou às vezes é a própria refeição.  Mesmo assim foi demonstrado que os diferentes hábitos e gostos podem tranquilamente coexistir, adaptando alimentos e paladar de acordo com a ocasião.

O almoço servido em seguida foi simplesmente espetacular. O chefe Villard soube utilizar com maestria os queijos a disposição balançando com os outros ingredientes e o resultado foi brilhante (veja mais detalhes nas fotos abaixo).
Os vinhos servidos também não ficaram atrás, aliás, agregaram muito valor. Especialmente, fiquei encantado com o branco Château Coquillas 2011, um Bordeaux da comuna de Pessac-Leognan. Um festival de aromas e sabores: corte de Sauvignon Blanc predominando (70%) e Semillion (30%) proporcionou perfumes de abacaxi, melão, notas defumadas, mel, damasco; com muita presença de boca, seco e com grande acidez e longo final amanteigado. Produzido pelo Bernard Thomassin, é certamente um dos brancos mais interessantes provados ultimamente.

O tinto que acompanhou o prato principal também foi um Bordeaux, o Château Gachon Les Petits Rangas 2008, de Saint-Emilion. Predominância de Merlot (70%), cortado com Cabernet Franc (20%) e Cabernet Sauvignon (10%) procedentes de um vinhedo único de 35 anos de idade. Nariz e palato típicos da região, com muita fruta negra, alcaçuz, notas terrosas, grama molada, taninos firmes e finos. Acidez obviamente alta e final de média persistência. Também foi uma boa descoberta pra mim.



Os dois vinhos são importados pela Tastevin.


Evento certamente memorável em todos os sentidos. Confira mais fotos a seguir.

































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